O mini-seminomada está de férias, porque a escola dele encerra todo o mês de agosto. Como os pais não podem tirar todo o mês, nesta primeira quinzena ele tem andado a saltitar de casa da tia, para casa do avô, depois para casa da avó, depois para casa dos outros avós... Enfim, experiências que embora ao inicio nos parecessem uma grande confusão, têm acabado por correr bastante bem.
Hoje foi dia de ficar só com o tio, meu maninho caçula, e de irem os dois ao cinema ver o "Madagascar 3".
Quem me conhece, sabe que a minha relação com o meu irmão sempre foi maternal, ou como diria a cocó na fralda, ele é o meu irfilho.
Ora, deixar o meu filho com o meu irfilho tem a sua graça.
Há bocado estava numa reunião, coordenada por mim, e o meu telemóvel tocou. Vi que era o número de casa da minha mãe e pedi às colegas que me deixassem atender. Seguiu-se a seguinte conversa: (atenção: relembro que estava numa reunião e as pessoas presentes ouviam apenas a minha parte):
Maninho - Mana, ele come pipocas doces ou salgadas?
Eu - Pipocas doces.
Maninho - E pode comer gelado e pipocas ou dou-lhe só uma das coisas?
Eu - Não, ou lhe dás pipocas ou gelado
Maninho - Ok. Então não lhe dou gelado para sobremesa do almoço?
Eu - Ah, gelado para sobremesa, pode ser (nesta altura saí da sala a rir da minha própria figura e a imaginar o que estariam as minhas colegas a pensar de tal conversa, tão urgente que me fez interromper a reunião)
Maninho - Ok. Então dou-lhe gelado agora e depois levamos pipocas doces para o cinema e quando tu chegares lidas com a hiperatividade dele causada por excesso de açucar.
Eu - Ok. Beijinhos. Divirtam-se!
Maninho - Beijinhos
Voltei para dentro da sala, pedi desculpa às colegas e expliquei o que se passava. Valeu-me o facto de elas serem umas porreiraças, já me conhecerem há muito tempo e saberem que nem sequer é meu costume atender o telemóvel a meio de reuniões.
Agora estou ansiosa por chegar a casa da minha mãe e saber como correu o dia dos meus rapazes. Aposto que se divertiram imenso! :-D
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Desabafo
Ando há que tempos a pensar todos os dias que tenho de vir aqui escrever.~
O mini-seminomada já fez quatro anos, já aconteceram várias coisas relevantes na vida dele e eu ainda não tive disponibilidade para vir aqui contar...
Hoje, venho aqui por outro motivo (mas talvez seja o impulso que preciso para voltar a escrever). Preciso de dizer o que sinto relativamente a uma notícia que recebi e que me deixou triste e a pensar (eu sei que para algumas pessoas parecerá banal, mas para outras não).
Ontem uma grande amiga minha escreveu-me num e-mail que o cão dela ia ser operado à coluna e ficaria internado cerca de duas semanas, porque ficou paralítico (não me contou pormenores, mas pareceu-me que teria sido natural, ou seja, não foi na sequência de um acidente ou queda).
Estive a fazer contas e a relacionar com acontecimentos da minha/nossa vida e cheguei à conclusão que o cão dela deve ter 15 ou 16 anos. No e-mail, ela dizia-me que a família tem estado a sofrer bastante com esta situação, porque obviamente estão muito apegados ao cão.
Nunca passei por uma situação destas, mas fiquei a pensar se valeria a pena estar a sujeitar o cão a uma cirurgia que obviamente o levará a ter dores e a um período de recuperação longo (ela falou-me em duas semanas de internamento). Até que ponto não seria mais "humano" dar-lhe uma injeção e deixá-lo adormecer para sempre? Aceitar que o seu tempo de vida chegou ao fim.
Eu tenho uma relação muito peculiar com a morte. Encaro-a com muita naturalidade, quando as pessoas/ animais já viveram aquilo a que se possa chamar "uma vida inteira" (a morte de crianças e jovens revolta-me, como aliás se pode ler aqui).
Tenho dois cães e sei que eles são parte da família. Tenho plena consciência que vou sofrer horrores quando eles morrerem e que preferia não ter de tomar a decisão de mandar abater um deles. Mas também me parece que a racionalidade dos cães é limitada. Eles não percebem tudo. Aliás, há uns tempos ouvi falar de quimioterapia para cães e pensei que seria o género de tratamento que eu não faria aos meus cães, por achar que lhes estaria a inflingir um sofrimento (dizem que a quimioterapia é dolorosa e tem muitos efeitos secundários) sem que eles percebessem porquê. Preferia dar-lhes uns bons últimos tempos de vida e deixá-los morrer em consequência da doença.
Enfim, isto para dizer que desde ontem ainda não consegui deixar de pensar no cão da minha amiga, que também é um bocadinho meu, porque vinha passar férias a minha casa quando os donos iam para o estrangeiro e porque eu passei muitas horas e muitos dias em casa deles. Tenho muita pena que a sua vida tenha chegado ao fim (porque eu acho que chegou mesmo) e espero que a sua passagem para o outro lado seja suave.
Contenta-me a ideia de que "todos os cães vão para o céu"! :-)
(agora vocês comentam: "E um regresso menos deprimente, não?!")
O mini-seminomada já fez quatro anos, já aconteceram várias coisas relevantes na vida dele e eu ainda não tive disponibilidade para vir aqui contar...
Hoje, venho aqui por outro motivo (mas talvez seja o impulso que preciso para voltar a escrever). Preciso de dizer o que sinto relativamente a uma notícia que recebi e que me deixou triste e a pensar (eu sei que para algumas pessoas parecerá banal, mas para outras não).
Ontem uma grande amiga minha escreveu-me num e-mail que o cão dela ia ser operado à coluna e ficaria internado cerca de duas semanas, porque ficou paralítico (não me contou pormenores, mas pareceu-me que teria sido natural, ou seja, não foi na sequência de um acidente ou queda).
Estive a fazer contas e a relacionar com acontecimentos da minha/nossa vida e cheguei à conclusão que o cão dela deve ter 15 ou 16 anos. No e-mail, ela dizia-me que a família tem estado a sofrer bastante com esta situação, porque obviamente estão muito apegados ao cão.
Nunca passei por uma situação destas, mas fiquei a pensar se valeria a pena estar a sujeitar o cão a uma cirurgia que obviamente o levará a ter dores e a um período de recuperação longo (ela falou-me em duas semanas de internamento). Até que ponto não seria mais "humano" dar-lhe uma injeção e deixá-lo adormecer para sempre? Aceitar que o seu tempo de vida chegou ao fim.
Eu tenho uma relação muito peculiar com a morte. Encaro-a com muita naturalidade, quando as pessoas/ animais já viveram aquilo a que se possa chamar "uma vida inteira" (a morte de crianças e jovens revolta-me, como aliás se pode ler aqui).
Tenho dois cães e sei que eles são parte da família. Tenho plena consciência que vou sofrer horrores quando eles morrerem e que preferia não ter de tomar a decisão de mandar abater um deles. Mas também me parece que a racionalidade dos cães é limitada. Eles não percebem tudo. Aliás, há uns tempos ouvi falar de quimioterapia para cães e pensei que seria o género de tratamento que eu não faria aos meus cães, por achar que lhes estaria a inflingir um sofrimento (dizem que a quimioterapia é dolorosa e tem muitos efeitos secundários) sem que eles percebessem porquê. Preferia dar-lhes uns bons últimos tempos de vida e deixá-los morrer em consequência da doença.
Enfim, isto para dizer que desde ontem ainda não consegui deixar de pensar no cão da minha amiga, que também é um bocadinho meu, porque vinha passar férias a minha casa quando os donos iam para o estrangeiro e porque eu passei muitas horas e muitos dias em casa deles. Tenho muita pena que a sua vida tenha chegado ao fim (porque eu acho que chegou mesmo) e espero que a sua passagem para o outro lado seja suave.
Contenta-me a ideia de que "todos os cães vão para o céu"! :-)
(agora vocês comentam: "E um regresso menos deprimente, não?!")
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Coisas de Mini-seminomada X
Mini-seminomada a benzer-se:
- Em nome do Pai, do Filho e do Espiriquito-Santo, amen.
Eu comecei a rir-me, pelo ar compenetrado dele, que nem notou logo o erro. Ele riu-se também, quando se apercebeu.
Passamos por uma loja que vende aves quase sempre que saimos de casa. Agora há outra quase ao lado da escola dele e ele diz-me todos os dias que quer ir ver os piriquitos e os canários.
Talvez o meu filho ande a ver aves a mais... (espero que não comece a ganhar penas...lol)
- Em nome do Pai, do Filho e do Espiriquito-Santo, amen.
Eu comecei a rir-me, pelo ar compenetrado dele, que nem notou logo o erro. Ele riu-se também, quando se apercebeu.
Passamos por uma loja que vende aves quase sempre que saimos de casa. Agora há outra quase ao lado da escola dele e ele diz-me todos os dias que quer ir ver os piriquitos e os canários.
Talvez o meu filho ande a ver aves a mais... (espero que não comece a ganhar penas...lol)
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Dica de culinária - Arroz de vitaminas
Este fim de semana fiz mais um "arroz de vitaminas" e lembrei-me de partilhar esta minha dica.
Às vezes, quando faço sopa, ponho um bocadinho de água a mais e depois, no fim, antes de desfazer com a varinha mágica, tiro a água em excesso e faço arroz (eu não tenho bimby e não sei se com a bimby dá para fazer isto...)
Dá um gostinho especial e maior valor nutricional, porque fica com as vitaminas dos legumes (daí o nome "arroz de vitaminas")
Bom proveito! :-)
Às vezes, quando faço sopa, ponho um bocadinho de água a mais e depois, no fim, antes de desfazer com a varinha mágica, tiro a água em excesso e faço arroz (eu não tenho bimby e não sei se com a bimby dá para fazer isto...)
Dá um gostinho especial e maior valor nutricional, porque fica com as vitaminas dos legumes (daí o nome "arroz de vitaminas")
Bom proveito! :-)
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Futebol vs política
Sexta-feira passada, o meu querido maninho caçula fez anos e fomos todos jantar a um restaurante.
Estava a dar o jogo Grécia – Alemanha. A certa altura a Grécia marcou um golo e o restaurante em peso celebrou. A sério! Parecia que tinha sido um golo de Portugal.
Nunca tinha visto portugueses a celebrarem daquela forma um golo de outro país!
A tal ponto que depois a Alemanha marcou e um grupo de japoneses que estava numa das mesas começou a celebrar. Mas depois perceberam que eram os únicos. Mais ninguém celebrou esse golo (e os seguintes) da Alemanha…
Já ouvi dizer (e criticar) que o pessoal esqueceu a crise por causa do futebol. Não me parece.
Parece-me, sim, que a crise faz com que as selecções de determinados países estejam na Polónia e na Ucrânia a defender mais do que um título de futebol, também a sua honra!
(E sim, eu também festejei o golo da Grécia e tive muita pena que não tivessem marcado mais)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Explicação
Não tenho escrito neste estaminé, porque das últimas vezes que escrevi apanhei fúrias. Os posts aparecem sem parágrafos, com palavras sublinhadas, etc, etc... Fartei-me!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Oh, life!
Nada como começar o dia de trabalho a atender um senhor que, às 9h15, já tresanda a alcóol.
Alguém me explica como se fazem parágrafos neste novo blogger????
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