Quero aqui agradecer publicamente à pessoa que me fez passar manhãs de sábado e domingo a fazer exercícios de matemática e que tantas vezes me perguntou "Quando tens teste de matemática?" ou "Já recebeste o teste de matemática?". Todos os testes e exercícios revistos ao pormenor...
Curiosamente, é também a pessoa que me levou a dar o nome que dei a este blog, porque sempre que me via de mochila às costas, ria-se e dizia que eu era seminómada.
Mas hoje agradeço-lhe pela parte da matemática, porque, muito provavelmente a minha não-aversão a fazer cálculos matemáticos deve-se à quantidade de horas que passei a treinar. Graças a todos os exercícios que fiz e repeti, sinto que estou mais ou menos à vontade para fazer relatórios de execução de projetos e fazer cálculos a quanto se gastou a mais ou a menos, o que me tem dado imenso jeito nas funções que desempenho na instituição onde ambos trabalhamos.
Pelos treinos matemáticos, pela alcunha de seminómada e por tantas outras coisas que me deste, OBRIGADA, J!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Já ouviram a sirene tocar quando morre um bombeiro?
É um choro... Um lamento...
Toca baixinho e repetidas vezes.
Revela a tristeza do momento!
A sirene tocou.
O carro dos bombeiros está a passar, com as luzes rotativas acesas.
A sirene calou-se.
Reina o silêncio.
Atrás do primeiro carro de bombeiros vem todo o cortejo de gente, liderada por um grupo de bombeiros fardados.
Passam mais dois carros de bombeiros e uma ambulância.
O silêncio continua...
Vejo-os passar, da minha janela e a tristeza apodera-se de mim.
Descansa em paz, soldado, que tanto fizeste para que outros tivessem esperança!
Que o sorriso que mantiveste até ao fim, permaneça nos rostos de todos os que te conheceram!
É um choro... Um lamento...
Toca baixinho e repetidas vezes.
Revela a tristeza do momento!
A sirene tocou.
O carro dos bombeiros está a passar, com as luzes rotativas acesas.
A sirene calou-se.
Reina o silêncio.
Atrás do primeiro carro de bombeiros vem todo o cortejo de gente, liderada por um grupo de bombeiros fardados.
Passam mais dois carros de bombeiros e uma ambulância.
O silêncio continua...
Vejo-os passar, da minha janela e a tristeza apodera-se de mim.
Descansa em paz, soldado, que tanto fizeste para que outros tivessem esperança!
Que o sorriso que mantiveste até ao fim, permaneça nos rostos de todos os que te conheceram!
terça-feira, 10 de abril de 2012
Trabalhar com horário de jornada contínua é...
Olhar para o relógio e ver que são 15 horas e eu estou a acabar uma tarefa.
Pensar que, seja como for, não vou ter tempo de acabar a tarefa seguinte e, por isso, o melhor é aproveitar e, por uma vez, sair perto da hora que está definida no meu horário de trabalho (9h - 15h). Sair às 15h10.
Fazer 45 minutos de viagem de comboio, ir ao supermercado, ir buscar o Miniseminomada à escola, chegar a casa e fazer um bolo com ele, pô-lo no forno e olhar para o relógio que marca 17h30. Pensar como é bom poder chegar cedo a casa!
A seguir, pensar nas saudades que eu vou ter de poder fazer isto...
Agora, com licença, que eu vou ali brincar com o meu filho!
Pensar que, seja como for, não vou ter tempo de acabar a tarefa seguinte e, por isso, o melhor é aproveitar e, por uma vez, sair perto da hora que está definida no meu horário de trabalho (9h - 15h). Sair às 15h10.
Fazer 45 minutos de viagem de comboio, ir ao supermercado, ir buscar o Miniseminomada à escola, chegar a casa e fazer um bolo com ele, pô-lo no forno e olhar para o relógio que marca 17h30. Pensar como é bom poder chegar cedo a casa!
A seguir, pensar nas saudades que eu vou ter de poder fazer isto...
Agora, com licença, que eu vou ali brincar com o meu filho!
Ontem houve sessão de dança
Mini-seminomada andou a saltar e a rodopiar na sala, ao som desta música (em modo repeat...), que ele adora!
Depois balançou-se e dramatizou, com os seus bonecos, estas duas
Estas músicas acompanham-no há bastante tempo, mas o que é encantador é ver como a forma de dançar dele tem evoluído e como já antecipa a primeira canção, csntando "em inglês".
É tão bom vê-lo crescer ao som da música!
Depois balançou-se e dramatizou, com os seus bonecos, estas duas
Estas músicas acompanham-no há bastante tempo, mas o que é encantador é ver como a forma de dançar dele tem evoluído e como já antecipa a primeira canção, csntando "em inglês".
É tão bom vê-lo crescer ao som da música!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Frase do fim de semana
"Pai, não batas nos polícias!!!"
Contexto: o pai ia a conduzir e queria mudar de faixa, mas o avô disse para ele esperar que passasse um carro, que por acaso era da polícia. Seja como for, teve graça!
Contexto: o pai ia a conduzir e queria mudar de faixa, mas o avô disse para ele esperar que passasse um carro, que por acaso era da polícia. Seja como for, teve graça!
sexta-feira, 30 de março de 2012
"Chove água, que Deus a dá!"
Sou uma daquelas pessoas que gosta mesmo é de sol e calor!
Dispensaria o frio e a chuva e até nem me importava nada de viver num país tropical.
Como tal, este ano não me importei nada com o facto do Inverno ter sido solarengo e pouco frio (fora uma semana ou duas em que esteve mais frio, todo o resto do tempo estiveram temperaturas acima dos 10ºC, que eu considero bem bom para Inverno).
No entanto, como trabalho numa zona rural, há umas semanas fui a uma quinta que já conheço há uns anos e reparei que havia menos vacas e que as que havia estavam magras. Comecei a olhar para o chão e percebi que não tinham nada para comer. Os pastos, que costumam estar muito verdes e abundantes nesta altura do ano, estavam completamente "rapados" e as poucas ervas que havia estavam secas. Confesso que fiquei um bocado chocada com aquele cenário!
Depois disso, nas viagens que faço rumo ao sul e que incluem abrandar a velocidade do carro para o Mini-seminomada ver as ovelhas, vacas, cabras e outros que tais, comecei a reparar nos pastos e percebi que o gado está rodeado de cardos e pasto seco. Uma tristeza!
De vez em quando, vê-se palha no chão e rações colocadas em comedouros, mas sabe-se que nem todos os agricultores conseguem suportar esta situação...
Por isso, hoje quando percebi que tinha chovido a noite quase toda e vi nas previsões metereológicas que choverá todo o fim de semana fiquei contente.
Que se lixem os passeios de fim de semana! Podemos fazer planos indoors.
Neste momento, a terra precisa mesmo de água para que as plantas cresçam e permitam que os animais se alimentem e as produções agrícolas rendam alguma coisa. Se assim não for, haverá com certeza consequências e agravamento da crise económico-social que já vivemos.
Percebo agora uma expressão que se utiliza em algumas zonas do Alentejo, quando chove muito e a que eu sempre achei graça: "Chove água, que Deus a dá!"
Neste momento, a chuva é mesmo um presente! Que Deus nos dê muita!!!
Adenda: Mal acabei de escrever este post, parou de chover e o sol começou a espreitar...
Dispensaria o frio e a chuva e até nem me importava nada de viver num país tropical.
Como tal, este ano não me importei nada com o facto do Inverno ter sido solarengo e pouco frio (fora uma semana ou duas em que esteve mais frio, todo o resto do tempo estiveram temperaturas acima dos 10ºC, que eu considero bem bom para Inverno).
No entanto, como trabalho numa zona rural, há umas semanas fui a uma quinta que já conheço há uns anos e reparei que havia menos vacas e que as que havia estavam magras. Comecei a olhar para o chão e percebi que não tinham nada para comer. Os pastos, que costumam estar muito verdes e abundantes nesta altura do ano, estavam completamente "rapados" e as poucas ervas que havia estavam secas. Confesso que fiquei um bocado chocada com aquele cenário!
Depois disso, nas viagens que faço rumo ao sul e que incluem abrandar a velocidade do carro para o Mini-seminomada ver as ovelhas, vacas, cabras e outros que tais, comecei a reparar nos pastos e percebi que o gado está rodeado de cardos e pasto seco. Uma tristeza!
De vez em quando, vê-se palha no chão e rações colocadas em comedouros, mas sabe-se que nem todos os agricultores conseguem suportar esta situação...
Por isso, hoje quando percebi que tinha chovido a noite quase toda e vi nas previsões metereológicas que choverá todo o fim de semana fiquei contente.
Que se lixem os passeios de fim de semana! Podemos fazer planos indoors.
Neste momento, a terra precisa mesmo de água para que as plantas cresçam e permitam que os animais se alimentem e as produções agrícolas rendam alguma coisa. Se assim não for, haverá com certeza consequências e agravamento da crise económico-social que já vivemos.
Percebo agora uma expressão que se utiliza em algumas zonas do Alentejo, quando chove muito e a que eu sempre achei graça: "Chove água, que Deus a dá!"
Neste momento, a chuva é mesmo um presente! Que Deus nos dê muita!!!
Adenda: Mal acabei de escrever este post, parou de chover e o sol começou a espreitar...
segunda-feira, 19 de março de 2012
Pai
Hoje é dia do pai.
Eu não ia escrever nada sobre isso, mas agora apetece-me.
Apetece-me escrever que o meu pai, embora ele não ache e até nem quisesse, foi feito para ser pai.
Ele é super protector e ensinou-me que é possivel sê-lo sem "andarmos sempre em cima" daqueles que amamos.
Não me telefona todos os dias (nem eu a ele), mas ambos sabemos que estamos lá um para o outro.
Adoro quando lhe telefone e oiço o sorriso na sua voz "Eu sabia que eras tu!". Ou quando me atende em francês e iniciamos a nossa conversa com Eu:"Ça va?", Ele: "Ça va, ça va"
O meu pai é das pessoas que mais me faz rir (embora ele diga que eu sou "trombudinha") e é tão bom rir com ele...
As maiores recordações que tenho do meu pai na minha infância são os desenhos e montagens que fazia e me mandava, quando vivia muito longe (e que a minha mãe cuidadosamente colocava numa prateleira da estante do meu quarto, à altura dos meus olhos) e os passeios que demos quando eu tinha 10/11 anos e ele me quis mostrar alguns locais históricos em Lisboa e arredores. Também me lembro dos nossos passeios de barco no campo grande e de quando ele me ia levar à escola primária e me deixava levar uns óculos escuros quase iguais aos dele e a boina do Dr Jivago, até chegarmos à porta da escola.
Basicamente, aquilo que recordo da minha infância e do meu pai é de nunca ter vivido com ele, mas de o ter sentido sempre presente na minha vida!
Hoje em dia, às vezes sinto falta de poder ser mais menina-do-papá... Gostava de poder sentar-me mais vezes ao colo dele e de ouvir as suas histórias zen antes de adormecer...
Agora eu já sou adulta, tenho a minha vida e a familia que eu própria comecei a construir. Vivo com outro pai, o do meu filho, que também é um pai fantástico, e já não posso continuar debaixo da "asa" do meu papá (normalmente, os filhos querem sair de debaixo da asa dos pais, mas aqui é ao contrário)
Mas no fundo, no fundo, eu continuo a ser muito menina-do-papá. E adoro!!! :-D
Um beijo muito grande para o meu pai!!!
Outro beijo muito grande para o pai do meu filho!!!
E um beijo ainda maior para algumas pessoas de quem eu gosto muito, que hoje já não podem estar com os seus pais... Não linko ninguém, por uma questão de manter a privacidade de cada um, mas elas sabem quem são.
Eu não ia escrever nada sobre isso, mas agora apetece-me.
Apetece-me escrever que o meu pai, embora ele não ache e até nem quisesse, foi feito para ser pai.
Ele é super protector e ensinou-me que é possivel sê-lo sem "andarmos sempre em cima" daqueles que amamos.
Não me telefona todos os dias (nem eu a ele), mas ambos sabemos que estamos lá um para o outro.
Adoro quando lhe telefone e oiço o sorriso na sua voz "Eu sabia que eras tu!". Ou quando me atende em francês e iniciamos a nossa conversa com Eu:"Ça va?", Ele: "Ça va, ça va"
O meu pai é das pessoas que mais me faz rir (embora ele diga que eu sou "trombudinha") e é tão bom rir com ele...
As maiores recordações que tenho do meu pai na minha infância são os desenhos e montagens que fazia e me mandava, quando vivia muito longe (e que a minha mãe cuidadosamente colocava numa prateleira da estante do meu quarto, à altura dos meus olhos) e os passeios que demos quando eu tinha 10/11 anos e ele me quis mostrar alguns locais históricos em Lisboa e arredores. Também me lembro dos nossos passeios de barco no campo grande e de quando ele me ia levar à escola primária e me deixava levar uns óculos escuros quase iguais aos dele e a boina do Dr Jivago, até chegarmos à porta da escola.
Basicamente, aquilo que recordo da minha infância e do meu pai é de nunca ter vivido com ele, mas de o ter sentido sempre presente na minha vida!
Hoje em dia, às vezes sinto falta de poder ser mais menina-do-papá... Gostava de poder sentar-me mais vezes ao colo dele e de ouvir as suas histórias zen antes de adormecer...
Agora eu já sou adulta, tenho a minha vida e a familia que eu própria comecei a construir. Vivo com outro pai, o do meu filho, que também é um pai fantástico, e já não posso continuar debaixo da "asa" do meu papá (normalmente, os filhos querem sair de debaixo da asa dos pais, mas aqui é ao contrário)
Mas no fundo, no fundo, eu continuo a ser muito menina-do-papá. E adoro!!! :-D
Um beijo muito grande para o meu pai!!!
Outro beijo muito grande para o pai do meu filho!!!
E um beijo ainda maior para algumas pessoas de quem eu gosto muito, que hoje já não podem estar com os seus pais... Não linko ninguém, por uma questão de manter a privacidade de cada um, mas elas sabem quem são.
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