Hoje lembrei-me disto, ao registar no meu telemóvel um número como "Mãe do S."
Não faço ideia como se chama a mãe do S... Só sei que precisei de registar o número dela, porque o seu filho é o melhor amigo do meu e hoje vou buscar os dois e levá-los para minha casa. (O meu filho já leva amigos para casa!!!)
É uma identidade que ganhamos quando os nossos filhos nascem. Passamos a ter um outro nome: Mãe/Pai daquela criança. Na escola é por esse nome que nos tratam, se vamos a uma consulta médica com a criança, também é assim que nos chamam e para os amigos dele (e respectivos pais) é isso que somos.
Hoje registei pela primeira vez um número como "Mãe de..." um amigo do meu filho. Um amigo que não é filho dos meus amigos. Um amigo escolhido por ele. Eu e a mãe dele somos apenas isso mesmo: Mãe do amigo do filho. Gosto disso, porque revela que já sabem fazer as suas escolhas e estão a começar a sair de debaixo das nossas asas! :D
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Mãe galinha, mas não muito
O Mini-seminomada foi pela primeira vez a uma visita de estudo.
Sempre achei que quando este dia chegasse eu teria receio de o deixar ir e quereria ir atrás do autocarro para me certificar que corria tudo bem. Mas afinal não foi isso que aconteceu... Quando soube que a Escola ia levá-los a passear, assinei a autorização sem hesitar e até sorri ao pensar "Vai ter a sua primeira visita de estudo... Está tão crescido!"
Hoje foi o dia e eu ainda achei que ficaria apreeensiva. Mas tenho estado calma, a pensar que espero que ele tenha gostado do teatro (foram ver um teatro de fantoches) e ansiosa por ouvir o que ele terá para contar quando eu o for buscar.
Parece que afinal não sou tão "Mãe-galinha" quanto pensava...
Sempre achei que quando este dia chegasse eu teria receio de o deixar ir e quereria ir atrás do autocarro para me certificar que corria tudo bem. Mas afinal não foi isso que aconteceu... Quando soube que a Escola ia levá-los a passear, assinei a autorização sem hesitar e até sorri ao pensar "Vai ter a sua primeira visita de estudo... Está tão crescido!"
Hoje foi o dia e eu ainda achei que ficaria apreeensiva. Mas tenho estado calma, a pensar que espero que ele tenha gostado do teatro (foram ver um teatro de fantoches) e ansiosa por ouvir o que ele terá para contar quando eu o for buscar.
Parece que afinal não sou tão "Mãe-galinha" quanto pensava...
sábado, 10 de dezembro de 2011
A força que não tenho
Em Maio fiz uma viagem de avião e conheci um jovem que me encantou. Tinha 19 anos, mas parecia mais velho. Era muito bem educado e, segundo os meus estereótipos, tinha ar de ser de "boas famílias". Contou-me um pouco da sua história e do que fazia ali.
Quando acabou o 9º ano de escolaridade, decidiu que não queria ir para o curso de carácter geral e enveredou pelo ensino técnico-profissional. Ao fim de três anos, terminou o curso, com equivalência ao 12º ano. Decidiu fazer o exame nacional de matemática, para mostrar aos pais que não ia para a faculdade apenas e só porque não queria. Teve 18 no exame.
Naquele momento ia a caminho de Paris, porque lhe tinham feito uma oferta de emprego naquela cidade e ele tinha aceite.
Não sei sequer o nome dele, mas acho que uma pessoa com uma determinação destas irá longe!
Aos 31 anos gostava de saber defender tão bem aquilo que quero como ele sabe aos 19!
Eu sinto que enveredei recentemente por um caminho que não é o que quero por não ter coragem de assumir perante a minha família que sou diferente e porque não consigo atingir o objectivo que eu realmente queria...
Tenho pensado tanto no rapaz do avião... Desejo-lhe toda a felicidade do mundo!!!
Quando acabou o 9º ano de escolaridade, decidiu que não queria ir para o curso de carácter geral e enveredou pelo ensino técnico-profissional. Ao fim de três anos, terminou o curso, com equivalência ao 12º ano. Decidiu fazer o exame nacional de matemática, para mostrar aos pais que não ia para a faculdade apenas e só porque não queria. Teve 18 no exame.
Naquele momento ia a caminho de Paris, porque lhe tinham feito uma oferta de emprego naquela cidade e ele tinha aceite.
Não sei sequer o nome dele, mas acho que uma pessoa com uma determinação destas irá longe!
Aos 31 anos gostava de saber defender tão bem aquilo que quero como ele sabe aos 19!
Eu sinto que enveredei recentemente por um caminho que não é o que quero por não ter coragem de assumir perante a minha família que sou diferente e porque não consigo atingir o objectivo que eu realmente queria...
Tenho pensado tanto no rapaz do avião... Desejo-lhe toda a felicidade do mundo!!!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
É mais ou menos isso
Mais umas do mini-seminomada...
Situação 1: Seminomada e sua cria foram de comboio visitar a familia. A certa altura da viagem tivémos de trocar e fazer o resto do percurso de auto-motora. Eu expliquei que era um comboio mais pequeno e que tinha esse nome (auto-motora). Ele repetiu, mas a palavra era nova...
Quando chegámos, contou à avó a sua viagem:
Ele - Eu vim no comboio, avó!
Avó - Foi?! E gostaste?
Ele - Sim!
Eu - Sabes dizer à avó como se chamava aquele comboio mais pequenino?
Ele - Avó, eu andei também num comboio mais pequenino. Chamava-se... Doutora!
(Auto-motora... Doutora... até nem soa muito diferente... LOL!!!)
Situação 2: Mini-seminomada sozinho em casa com a mãe Seminomada. O pai estará ausente toda a semana em trabalho. Mini-seminomada diz que quer o pai e, depois de falar com ele ao telefone, refere que gostava que ele estivesse em casa, porque não quer que o pai esteja sozinho. Mãe explica que o pai não está sozinho, porque está com colegas.
Ele - O pai está nos escorregas?! (colegas/ escorregas)
Eu - Ahahahah!!! Não, filho, o pai está com alguns colegas.
Ele - O pai está com os escorregas...
Eu - Ahahahah!!! Com colegas, filho!
Ele - O pai está nos escorregas! (a rir-se, porque embora não saiba bem porquê, já percebeu que disse qualquer coisa com graça)
E pronto, eu ando cada vez mais babada com o meu menino, que já não é um bebé, conversa imenso, expressa bem o que quer e é uma óptima companhia!
Situação 1: Seminomada e sua cria foram de comboio visitar a familia. A certa altura da viagem tivémos de trocar e fazer o resto do percurso de auto-motora. Eu expliquei que era um comboio mais pequeno e que tinha esse nome (auto-motora). Ele repetiu, mas a palavra era nova...
Quando chegámos, contou à avó a sua viagem:
Ele - Eu vim no comboio, avó!
Avó - Foi?! E gostaste?
Ele - Sim!
Eu - Sabes dizer à avó como se chamava aquele comboio mais pequenino?
Ele - Avó, eu andei também num comboio mais pequenino. Chamava-se... Doutora!
(Auto-motora... Doutora... até nem soa muito diferente... LOL!!!)
Situação 2: Mini-seminomada sozinho em casa com a mãe Seminomada. O pai estará ausente toda a semana em trabalho. Mini-seminomada diz que quer o pai e, depois de falar com ele ao telefone, refere que gostava que ele estivesse em casa, porque não quer que o pai esteja sozinho. Mãe explica que o pai não está sozinho, porque está com colegas.
Ele - O pai está nos escorregas?! (colegas/ escorregas)
Eu - Ahahahah!!! Não, filho, o pai está com alguns colegas.
Ele - O pai está com os escorregas...
Eu - Ahahahah!!! Com colegas, filho!
Ele - O pai está nos escorregas! (a rir-se, porque embora não saiba bem porquê, já percebeu que disse qualquer coisa com graça)
E pronto, eu ando cada vez mais babada com o meu menino, que já não é um bebé, conversa imenso, expressa bem o que quer e é uma óptima companhia!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Para desanuviar do post anterior
Mãe Seminómada a calçar os sapatos ao mini-seminomada:
Eu - Vá, deixa-me apertar os atacadores!
Ele - Atacadores?!?! (ele está habituado a sapatos de velcro)
Eu - Sim, isto são os atacadores do teu sapato.
Ele - Porquê? Eles vão atacar?
(LOL!!!)
Eu - Vá, deixa-me apertar os atacadores!
Ele - Atacadores?!?! (ele está habituado a sapatos de velcro)
Eu - Sim, isto são os atacadores do teu sapato.
Ele - Porquê? Eles vão atacar?
(LOL!!!)
Aceitam-se críticas!
Hoje perdi o meu filho!
Durante uns minutos (não sei quantos, mas pareceram-me horas) eu realmente não sabia onde ele estava.
Chamem-me desleixada, negligente,... o que quiserem! Tudo o que me possam chamar não me fará sentir pior que aqueles momentos!
Um defeito que o meu filho tem e que eu já tentei corrigir de diversas formas (todas infrutiferas) é desatar a correr e nem olhar para trás, para ver se vê a mãe ou o pai. Até hoje, sempre o consegui manter debaixo de olho e, fora uma vez em que deixei de o ver numa loja, porque ele estava no meio dos expositores de roupa, nunca tinha sentido que ele tinha desaparecido.
Estávamos no centro comercial e o mini-seminomada (mais uma vez) começou a correr desenfreadamente. Chamei-o várias vezes, mas nestas alturas o rapaz tende a ter "ataques de surdez"... O local onde estávamos formava um quadrado de lojas à volta das escadas rolantes. Como vi que ele estava a dar a volta (ou seja, a percorrer o quadrado) fui ao encontro dele. Num momento, estava a ver o reflexo dele no vidro de uma loja e no momento seguinte, ao virar a esquina, deixei de o ver. Olhei bem para o percurso que o tinha visto fazer e nada. Recuei, para ver se ele teria decidido inverter o sentido da marcha para vir ter comigo e nada. Como estávamos perto das escadas rolantes, pensei que poderia ter acontecido ele ter decidido meter-se pelas escadas. Olhei para cima, olhei para baixo... nada. Ele levara sumiço!
Lembrei-me que estava perto de um balcão de informações e pensei que o melhor era dar o alerta, quanto mais não fosse, porque assim teria mais gente a ajudar-me a procurar nos vários pisos (a ideia de ele ter subido ou descido pelas escadas rolantes não me saia da cabeça). Preferia ser considerada mãe negligente a perder o meu filho de vez!
A senhora do balcão pegou imediatamente no telefone e começou a perguntar-me que idade ele tinha e como estava vestido. À medida que eu ia falando, ela ia transmitindo a informação ao segurança. Impecável!
De repente, lembrei-me que exatamente na esquina em que deixei de o ver, há uma loja de roupa que costuma ter TV ligada com desenhos animados (já me deu jeito algumas vezes) e ao descermos do piso superior e passarmos à porta dessa loja ele tinha-me pedido para ir lá ver bonecos. Deixei a senhora a dar detalhes ao segurança e saí a correr. Quando cheguei ao fundo da loja, lá estava sua excelência, a conversar com um menino e a ver desenhos animados.
O que senti naquele momento foi um misto de alivio (muito, muito, muito alivio) e zanga (por ele ter fugido e, confesso, por estar com um ar tão descontraído, de quem ainda nem sequer tinha pensado que a mãe não estava ali). Abracei-o, disse-lhe que me tinha pregado um grande susto, peguei nele ao colo e fui ao balcão das informações dizer que já o tinha encontrado e agradecer à senhora.
Já se passou mais de uma hora, ele está sossegadinho na sua cama a dormir a sesta, mas o aperto no meu peito ainda não passou completamente...
Durante uns minutos (não sei quantos, mas pareceram-me horas) eu realmente não sabia onde ele estava.
Chamem-me desleixada, negligente,... o que quiserem! Tudo o que me possam chamar não me fará sentir pior que aqueles momentos!
Um defeito que o meu filho tem e que eu já tentei corrigir de diversas formas (todas infrutiferas) é desatar a correr e nem olhar para trás, para ver se vê a mãe ou o pai. Até hoje, sempre o consegui manter debaixo de olho e, fora uma vez em que deixei de o ver numa loja, porque ele estava no meio dos expositores de roupa, nunca tinha sentido que ele tinha desaparecido.
Estávamos no centro comercial e o mini-seminomada (mais uma vez) começou a correr desenfreadamente. Chamei-o várias vezes, mas nestas alturas o rapaz tende a ter "ataques de surdez"... O local onde estávamos formava um quadrado de lojas à volta das escadas rolantes. Como vi que ele estava a dar a volta (ou seja, a percorrer o quadrado) fui ao encontro dele. Num momento, estava a ver o reflexo dele no vidro de uma loja e no momento seguinte, ao virar a esquina, deixei de o ver. Olhei bem para o percurso que o tinha visto fazer e nada. Recuei, para ver se ele teria decidido inverter o sentido da marcha para vir ter comigo e nada. Como estávamos perto das escadas rolantes, pensei que poderia ter acontecido ele ter decidido meter-se pelas escadas. Olhei para cima, olhei para baixo... nada. Ele levara sumiço!
Lembrei-me que estava perto de um balcão de informações e pensei que o melhor era dar o alerta, quanto mais não fosse, porque assim teria mais gente a ajudar-me a procurar nos vários pisos (a ideia de ele ter subido ou descido pelas escadas rolantes não me saia da cabeça). Preferia ser considerada mãe negligente a perder o meu filho de vez!
A senhora do balcão pegou imediatamente no telefone e começou a perguntar-me que idade ele tinha e como estava vestido. À medida que eu ia falando, ela ia transmitindo a informação ao segurança. Impecável!
De repente, lembrei-me que exatamente na esquina em que deixei de o ver, há uma loja de roupa que costuma ter TV ligada com desenhos animados (já me deu jeito algumas vezes) e ao descermos do piso superior e passarmos à porta dessa loja ele tinha-me pedido para ir lá ver bonecos. Deixei a senhora a dar detalhes ao segurança e saí a correr. Quando cheguei ao fundo da loja, lá estava sua excelência, a conversar com um menino e a ver desenhos animados.
O que senti naquele momento foi um misto de alivio (muito, muito, muito alivio) e zanga (por ele ter fugido e, confesso, por estar com um ar tão descontraído, de quem ainda nem sequer tinha pensado que a mãe não estava ali). Abracei-o, disse-lhe que me tinha pregado um grande susto, peguei nele ao colo e fui ao balcão das informações dizer que já o tinha encontrado e agradecer à senhora.
Já se passou mais de uma hora, ele está sossegadinho na sua cama a dormir a sesta, mas o aperto no meu peito ainda não passou completamente...
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Funciono a energia solar
O Verão alargado estava a saber-me tão bem!!!
Eu sei que a água faz falta para a agricultura (e não só), também sei que o S. Pedro tem de agradar a "gregos e troianos" e há mesmo gente que gosta de dias chuvosos e com frio, mas eu gosto mesmo é do calor e custa-me a chegada do Inverno.
Gosto de andar só com uma camada de roupa, de acordar de manhã e ver os raios de sol a entrar pelas nesgas do estore, de dormir com a janela um bocadinho aberta, de chegar ao fim do dia de trabalho e ainda dar um salto à praia e ver o sol por-se no mar, de passar tempo em esplanadas, de comer melancias, meloas, melões e pessegos e até gosto daqueles dias em que toda a gente se queixa do calor sufocante (este ano não tivémos muitos dias desses, diga-se)
Não gosto de chuva, nem de frio, nem de nevoeiro, nem daquela horrivel sensação de por-muita-roupa-que-vista-não-deixo-de-ter-frio. E não, uma caneca de chocolate quente, uma manta e um domingo passado no sofá não me fazem gostar mais do Inverno (embora aliviem um pouco a sensação de desgostar). Gosto do meu edredão de penas e é só.
Ainda por cima, desde que começou a chover, o mini-seminomada todos os dias diz que quer comer melancia.
Para agravar ainda mais, trabalho num local que inunda quando chove muito (no Inverno passado saimos dois dias com água pelo meio das canelas).
Pensei em comprar umas galochas giras, para ver se animava. Mas eu não gosto de galochas...
Resta-me esperar para ver se o S. Pedro decide antecipar a Primavera. Ou então também podia mandar um bocadinho de neve. Já que tenho que aguentar o frio, então que viesse também neve, para dar alguma graça...
Eu sei que a água faz falta para a agricultura (e não só), também sei que o S. Pedro tem de agradar a "gregos e troianos" e há mesmo gente que gosta de dias chuvosos e com frio, mas eu gosto mesmo é do calor e custa-me a chegada do Inverno.
Gosto de andar só com uma camada de roupa, de acordar de manhã e ver os raios de sol a entrar pelas nesgas do estore, de dormir com a janela um bocadinho aberta, de chegar ao fim do dia de trabalho e ainda dar um salto à praia e ver o sol por-se no mar, de passar tempo em esplanadas, de comer melancias, meloas, melões e pessegos e até gosto daqueles dias em que toda a gente se queixa do calor sufocante (este ano não tivémos muitos dias desses, diga-se)
Não gosto de chuva, nem de frio, nem de nevoeiro, nem daquela horrivel sensação de por-muita-roupa-que-vista-não-deixo-de-ter-frio. E não, uma caneca de chocolate quente, uma manta e um domingo passado no sofá não me fazem gostar mais do Inverno (embora aliviem um pouco a sensação de desgostar). Gosto do meu edredão de penas e é só.
Ainda por cima, desde que começou a chover, o mini-seminomada todos os dias diz que quer comer melancia.
Para agravar ainda mais, trabalho num local que inunda quando chove muito (no Inverno passado saimos dois dias com água pelo meio das canelas).
Pensei em comprar umas galochas giras, para ver se animava. Mas eu não gosto de galochas...
Resta-me esperar para ver se o S. Pedro decide antecipar a Primavera. Ou então também podia mandar um bocadinho de neve. Já que tenho que aguentar o frio, então que viesse também neve, para dar alguma graça...
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