Pela minha experiência de vida, fui aprendendo que família não é só aquela em que nascemos, mas também aquela que construímos e que adoptamos. No fundo, esta é a família que escolhemos.
Eu tenho quatro sobrinhos. Uma biológica e três do coração. Da sobrinha biológica já falei várias vezes neste blog. Hoje vou escrever sobre os meus sobrinhos do coração.
Não sou daquelas pessoas que acha que todos os amigos são tios/as do meu filho ou que me assumo como tia dos filhos dos meus amigos.
Mas os três filhos de um casal de amigos meus são especiais!
Quando os conheci eram só dois: uma menina com quatro anos e um menino com dois. Desde o dia em que os conheci que entraram de uma forma arrebatadora no meu coração e na minha vida!
A Pocahontas foi assim baptizada por mim por ser muito morena e porque houve uma altura em que, como preparação para o casamento de um tio, a mãe quis que ela tivesse o cabelo bem comprido, o que lhe dava um ar ainda mais de indiazinha. Sempre foi uma menina decidida, vaidosa e faladora (lembro-me de uma viagem que fizemos para o Alentejo, em que ela foi comigo no carro durante três horas e não se calou um minuto…). Quando era pequena gostava muito de me fazer penteados “originais “, enfeitando todo o meu cabelo com ganchinhos e elásticos de várias cores, lacinhos, peixinhos e florzinhas. Quando acabava os penteados, olhava para mim e começava a rir à gargalhada (dá para imaginar o estado em que eu ficava, não dá?!)
O meu Tigrezinho sempre foi bem diferente da irmã. Assim baptizado por imitar um tigre de uma forma muito engraçada e melhor do que algum dia eu tinha visto alguma criança imitar, era e continua a ser uma criança muito sensível e afectuosa. Quando era pequenino tinha uma energia inesgotável e chegava ao ponto de, se lhe diziam para estar quieto, ficar no mesmo sítio, mas sempre aos pulinhos. Estava sempre a armar confusão e a fazer asneiras, devido à sua energia. Era “pastelão” a comer, porque se distraia com tudo o que estava à volta e ria por tudo e por nada. Os abraços dele, com aqueles bracinhos pequeninos e magrinhos, enchiam-me completamente e derretiam o meu coração.
O Leãozinho nasceu quando os irmãos tinham 5 e 3 anos e, enquanto era bebé, era um bonacheirão. Calmo e bem disposto, adorava observar os irmãos e cedo começou a “infiltrar-se” nas brincadeiras deles. A alcunha foi dada com base no signo do zodíaco e na “juba” cheia de caracóis que ele tinha em bebé e que tão bem enquadrava a sua cara bochechuda. Tal como a irmã, é determinado (acho que ainda mais que ela) e não desiste enquanto não leva a sua avante. Embora seja 3 anos mais novo que o irmão, acho que os diferentes feitios e o facto de serem quase da mesma altura faz com que pareçam da mesma idade.
Quando eles eram pequenos eu trabalhava por turnos e tinha bastante tempo para estar com eles. Mas há 6 anos comecei a trabalhar das 9h às 17h e a disponibilidade passou a ser mais ao fim de semana. Depois nasceu o mini-seminomada e ainda fiquei com menos tempo… Enfim, resumindo, há mais de um ano que eu não estava (estar mesmo, com tempo) com estes meus sobrinhos. E isso custava-me…
Há uns dias, o Tigrezinho fez 10 anos e eu fui a casa deles. O que senti foi que, embora já não estivéssemos tão à vontade uns com os outros, o sentimento estava lá. E a vontade de estarmos juntos também!
A Pocahontas, agora com quase 12 anos e uma autêntica adolescente, veio receber-nos às escadas. Não resisti a dar-lhe um abraço!
Cada vez que olho para os meus meninos apetece-me que fiquem para sempre no meu campo visual! Cada vez que lhes dou um beijo ou um abraço apetece-me que dure para sempre! É claro que não pode ser porque, para além de termos vidas diferentes, eles estão cada vez mais crescidos e não querem ter uma tia chata e beijoqueira atrás deles.
Ah, mas de uma coisa eles não se livram, que é de uma declaração pública, neste blog, de que ELES SÃO OS SOBRINHOS MAIS LINDOS E MARAVILHOSOS QUE UMA TIA PODE TER!!!!
Obrigada, M, G e S! Vocês fazem de mim uma tia muito orgulhosa e babada!!!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Maternidade é... III
Estar sentada na sanita a fazer xixi e ele entrar na casa de banho e sentar-se ao meu colo para conversar comigo.
(ou seja, acabou-se a privacidade)
(ou seja, acabou-se a privacidade)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Não sei o que dizer perante uma noticia destas
O que me passa pela cabeça é que uma criança de 6 anos já percebe perfeitamente o que se passa. Que angústia não terá este menino sentido?!
E a mãe da criança? Ninguém merece isto! Nenhum conflito justifica uma vingança destas...
Estou em choque!
O que me passa pela cabeça é que uma criança de 6 anos já percebe perfeitamente o que se passa. Que angústia não terá este menino sentido?!
E a mãe da criança? Ninguém merece isto! Nenhum conflito justifica uma vingança destas...
Estou em choque!
Ser Mãe - O mundo dentro de nós
Qualquer mulher que já tenha estado grávida sabe o que é a sensação de ter dentro de nós uma preciosidade ENORME e sentir o privilégio daquela primeira relação com o bebé, que é só nossa.
Sentimos, de facto, que temos o mundo na barriga, mas isto?!
Adorei!!! :-D
Sentimos, de facto, que temos o mundo na barriga, mas isto?!
Adorei!!! :-D
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Coisas de Mini-seminomada IV
(Para contrapor ao post anterior)
Ao jantar, o Mini-seminomada não queria comer a sopa sozinho.
Eu disse-lhe que ele já não era nenhum bebé, para ter a mãe a dar comida à boca. Afinal de contas, ele fez 3 anos.
Resposta imediata:
"Não, não, eu tenho dois anos!"
Para quem possa achar que esta resposta foi porque ele ainda não se mentalizou que tem três anos, deviam ver o sorriso malandro que ele fez a seguir... lol
Ao jantar, o Mini-seminomada não queria comer a sopa sozinho.
Eu disse-lhe que ele já não era nenhum bebé, para ter a mãe a dar comida à boca. Afinal de contas, ele fez 3 anos.
Resposta imediata:
"Não, não, eu tenho dois anos!"
Para quem possa achar que esta resposta foi porque ele ainda não se mentalizou que tem três anos, deviam ver o sorriso malandro que ele fez a seguir... lol
terça-feira, 19 de julho de 2011
Coisas de Mini-seminomada III
O mini-seminomada estava a ver um DVD com músicas, sentado no sofá. Eu entrei na sala e comecei entusiasticamente a bater palmas ao som da música. Sem tirar os olhos da TV, ele disse-me "Oh mãe, pára com isso! Vá, senta-te aqui e ouve a música"
E é assim... Parece-me que tenho filho que, aos 3 anos, acha que já é pré-adolescente...
E é assim... Parece-me que tenho filho que, aos 3 anos, acha que já é pré-adolescente...
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