Mãe Seminomada: És um bebé ou um menino crescido?
Mini-seminomada: Sou um bebé crescido!
Nem imaginam o que o pai se riu...
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Mais um caso de amor proibido descoberto
Ela andava com as suas amigas pelos campos a comer erva e a balir.
Ele tomava conta... Mais dela que das outras.
Mas naquele dia o camponês descobriu que eles tinham um caso.
Ou então, como diz o meu querido pai, isto é apenas resultado do facto de os chineses comerem mais carne de cão do que de carneiro...
Ele tomava conta... Mais dela que das outras.
Mas naquele dia o camponês descobriu que eles tinham um caso.
Ou então, como diz o meu querido pai, isto é apenas resultado do facto de os chineses comerem mais carne de cão do que de carneiro...
Melhor que entalar o dedo...
... Só ter os pontos dados nesse dedo a infectar...
Já estou a antibiótico e anti-inflamatório e ando com o dedo todo besuntado de betadine e "ao ar", que é como quem diz, sem penso.
Só não ponho aqui uma bela foto do meu dedo cor-de-laranja-betadine, com os pontos todos à mostra, porque poderá haver leitores mais impressionáveis.
Já estou a antibiótico e anti-inflamatório e ando com o dedo todo besuntado de betadine e "ao ar", que é como quem diz, sem penso.
Só não ponho aqui uma bela foto do meu dedo cor-de-laranja-betadine, com os pontos todos à mostra, porque poderá haver leitores mais impressionáveis.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Nada como uma boa desgraça para recomeçar a escrever
Já aqui referi que tenho alguma tendência para que me aconteçam coisas um pouco insólitas... Pois o meu final de tarde de ontem foi mais uma dessas situações.
Plano inicial:
Ir buscar o mini-seminomada, cortar-lhe o cabelo, dar-lhe um duche, dar um "saltinho" ao centro comercial para comprar a prenda que queria oferecer à minha irmã, seguir para casa do meu pai, jantar com ele e com a mana aniversariante, voltar para casa, pôr o mini-seminomada na caminha, trabalhar um bocado e deitar-me.
O que realmente aconteceu:
Tudo certo até à parte do centro comercial, ou melhor, até à parte em que ia sair do centro comercial... Quando me dirigi à caixa para pagar o estacionamento, a minha irmã ligou-me. O que levou a que eu pagasse, enquanto falava com ela e olhava para o mini-seminomada,para verificar se ele não ia para a estrada. Conclusão: cheguei ao carro e não tinha o ticket de estacionamento... Saí do carro e fui procurá-lo na máquina ou arredores. Encontrei-o e voltei para o carro. Quando me sentei ao volante,o mini-seminomada disse-me "Mãe,fiz xixi". O quê?!?! Ok, toca de sair do carro, tirar a criança, mudar-lhe a roupa, pôr uma manta por cima do assento da cadeira, voltar a pôr criança na cadeira, apertar-lhe o cinto (o tempo a passar e eu a pensar que só tinha 15 minutos desde o momento em que pagava até sair como carro do parque...) e fechar a porta. "AI, PORRA!!!" Olho para o dedo que tinha ficado entalado na porta e percebo logo que já não vou jantar com a minha irmã. Vou para casa, porque tenho de fazer um curativo. Acho eu. Não sei bem. Está-me a doer e estou a sangrar. Sento-me ao volante e percebo que não posso ir a conduzir e a escorrer sangue. Procuro um lenço de papel. Não encontro (percebi hoje que até tinha mais que um pacote dentro da mala). Saio novamente do carro. Tenho de pedir ajuda... Pelo menos um lenço de papel... Tenho ambas as mãos cobertas de sangue e a camisa está a ficar também suja. O sangue vai pingando o chão do parque de estacionamento. Encontro uma senhora estrangeira que olha para mim com um ar aterrorizado e me diz para ir ter com o segurança. Encontro outra senhora que me pergunta "Está sozinha com o bebé? Deixe estar que eu ajudo-a." (Os anjos existem!)
Esta senhora, cujo nome desconheço e acho que ela também não sabe o meu, estava à espera de um amigo enfermeiro. Fixe, pensei eu. Só que o amigo não aparecia. Decidi ligar ao meu marido e dizer-lhe que afinal não ia jantar a casa do meu pai. Durante a conversa, explicava-lhe o que se estava a passar e, a certa altura, comecei a "apagar"... Olhei para a senhora, que tinha ido procurar o amigo, para lhe fazer um sinal de que não estava bem. Ela não me via. As portas do carro estavam abertas e o mini-seminomada estava ao volante.
Entretanto comecei a sentir-me melhor e a senhora voltou.
Acabou por me levar à sala de supervisão, que eu nem sabia que existia, onde estavam alguns seguranças do parque de estacionamento. Outra coisa que eu também não sabia era que havia sempre um socorrista de serviço. Fui vista por ele e informada que provavelmente teria de levar pontos... (Oh não! Levar pontos significa estar horas na sala de espera de um hospital.)
Enquanto isto se passava, o mini-seminomada jogava à bola no chão da sala, feliz e contente (menos mal)
Entretanto, o meu querido marido chegou e disse que achava que eu devia ir ao Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde, porque seria atendida mais rapidamente. Foi isso que fizémos. Ele deixou-me no Centro de Saúde e foi para casa dar jantar à criancinha.
Passados 30 ou 40 minutos, estava a sair, já suturada em ambos os lados do dedo e anestesiada, ou seja, com o problema resolvido e sem dores.
Cheguei a casa e completei o meu plano do dia, deitando o mini-seminomada, com uma história e um grande elogio sobre a forma como ele se portou durante todo o tempo em que estivémos no parque de estacionamento.
Conclusões/ consequências:
Não fui jantar com a minha irmã e ontem as dores começaram a aparecer.
Consigo conduzir, mas faço alguma ginástica para ligar e desligar o carro, porque não consigo virar a chave com a mão direita, nem meter a marcha atrás, nem puxar o travão de mão... Tenho de fazer tudo isso com a mão esquerda.
Fiquei ontem a saber que quando acontece alguma coisa que nos atrasa e implica que possamos não conseguir sair do parque de estacionamento no espaço de 15 minutos, basta ir à máquina de pagamento, carregar no botão para falar com a central e explicar a situação. Para além disso, mesmo que não expliquemos ou que não aceitem a nossa explicação, a única consequência é termos de pagar o equivalente a mais uma fracção de 15 minutos (não nos perseguem para o resto da vida, nem vamos presos, nem... o que quer que fosse que na minha cabeça demente pudesse acontecer).
Vou ficar com mais duas cicatrizes e talvez possa um dia dizer que mordida por um dragão (porque se tivesse sido mordida por um cão ou um gato não poderia ter sido cosida. Informação dada pelo médico enquanto me suturava)
Plano inicial:
Ir buscar o mini-seminomada, cortar-lhe o cabelo, dar-lhe um duche, dar um "saltinho" ao centro comercial para comprar a prenda que queria oferecer à minha irmã, seguir para casa do meu pai, jantar com ele e com a mana aniversariante, voltar para casa, pôr o mini-seminomada na caminha, trabalhar um bocado e deitar-me.
O que realmente aconteceu:
Tudo certo até à parte do centro comercial, ou melhor, até à parte em que ia sair do centro comercial... Quando me dirigi à caixa para pagar o estacionamento, a minha irmã ligou-me. O que levou a que eu pagasse, enquanto falava com ela e olhava para o mini-seminomada,para verificar se ele não ia para a estrada. Conclusão: cheguei ao carro e não tinha o ticket de estacionamento... Saí do carro e fui procurá-lo na máquina ou arredores. Encontrei-o e voltei para o carro. Quando me sentei ao volante,o mini-seminomada disse-me "Mãe,fiz xixi". O quê?!?! Ok, toca de sair do carro, tirar a criança, mudar-lhe a roupa, pôr uma manta por cima do assento da cadeira, voltar a pôr criança na cadeira, apertar-lhe o cinto (o tempo a passar e eu a pensar que só tinha 15 minutos desde o momento em que pagava até sair como carro do parque...) e fechar a porta. "AI, PORRA!!!" Olho para o dedo que tinha ficado entalado na porta e percebo logo que já não vou jantar com a minha irmã. Vou para casa, porque tenho de fazer um curativo. Acho eu. Não sei bem. Está-me a doer e estou a sangrar. Sento-me ao volante e percebo que não posso ir a conduzir e a escorrer sangue. Procuro um lenço de papel. Não encontro (percebi hoje que até tinha mais que um pacote dentro da mala). Saio novamente do carro. Tenho de pedir ajuda... Pelo menos um lenço de papel... Tenho ambas as mãos cobertas de sangue e a camisa está a ficar também suja. O sangue vai pingando o chão do parque de estacionamento. Encontro uma senhora estrangeira que olha para mim com um ar aterrorizado e me diz para ir ter com o segurança. Encontro outra senhora que me pergunta "Está sozinha com o bebé? Deixe estar que eu ajudo-a." (Os anjos existem!)
Esta senhora, cujo nome desconheço e acho que ela também não sabe o meu, estava à espera de um amigo enfermeiro. Fixe, pensei eu. Só que o amigo não aparecia. Decidi ligar ao meu marido e dizer-lhe que afinal não ia jantar a casa do meu pai. Durante a conversa, explicava-lhe o que se estava a passar e, a certa altura, comecei a "apagar"... Olhei para a senhora, que tinha ido procurar o amigo, para lhe fazer um sinal de que não estava bem. Ela não me via. As portas do carro estavam abertas e o mini-seminomada estava ao volante.
Entretanto comecei a sentir-me melhor e a senhora voltou.
Acabou por me levar à sala de supervisão, que eu nem sabia que existia, onde estavam alguns seguranças do parque de estacionamento. Outra coisa que eu também não sabia era que havia sempre um socorrista de serviço. Fui vista por ele e informada que provavelmente teria de levar pontos... (Oh não! Levar pontos significa estar horas na sala de espera de um hospital.)
Enquanto isto se passava, o mini-seminomada jogava à bola no chão da sala, feliz e contente (menos mal)
Entretanto, o meu querido marido chegou e disse que achava que eu devia ir ao Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde, porque seria atendida mais rapidamente. Foi isso que fizémos. Ele deixou-me no Centro de Saúde e foi para casa dar jantar à criancinha.
Passados 30 ou 40 minutos, estava a sair, já suturada em ambos os lados do dedo e anestesiada, ou seja, com o problema resolvido e sem dores.
Cheguei a casa e completei o meu plano do dia, deitando o mini-seminomada, com uma história e um grande elogio sobre a forma como ele se portou durante todo o tempo em que estivémos no parque de estacionamento.
Conclusões/ consequências:
Não fui jantar com a minha irmã e ontem as dores começaram a aparecer.
Consigo conduzir, mas faço alguma ginástica para ligar e desligar o carro, porque não consigo virar a chave com a mão direita, nem meter a marcha atrás, nem puxar o travão de mão... Tenho de fazer tudo isso com a mão esquerda.
Fiquei ontem a saber que quando acontece alguma coisa que nos atrasa e implica que possamos não conseguir sair do parque de estacionamento no espaço de 15 minutos, basta ir à máquina de pagamento, carregar no botão para falar com a central e explicar a situação. Para além disso, mesmo que não expliquemos ou que não aceitem a nossa explicação, a única consequência é termos de pagar o equivalente a mais uma fracção de 15 minutos (não nos perseguem para o resto da vida, nem vamos presos, nem... o que quer que fosse que na minha cabeça demente pudesse acontecer).
Vou ficar com mais duas cicatrizes e talvez possa um dia dizer que mordida por um dragão (porque se tivesse sido mordida por um cão ou um gato não poderia ter sido cosida. Informação dada pelo médico enquanto me suturava)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Uma amiga especial
O meu filho tem como nova amiga uma boneca insuflável, a quem ele adora dar beijos e abraços...
Nos primeiros dias não a largava. Mas entretanto lá deve ter percebido que o bom de ter uma boneca insuflável é poder recorrer a ela só quando lhe apetece, sem que ela se queixe de falta de atenção. Por isso, agora remeteu-a para a casa de banho e só quer a companhia dela quando está dentro da banheira ou na sanita...
É gajo e basta!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Responsabilidade civil
Estava sentada numa mesa de café com colegas minhas a conversar animadamente.
Ela já lá estava, noutra mesa, sozinha, mas nem a vi.
Reparei nela, quando ele entrou, se aproximou dela e começou a gritar "Só não te bato aqui, porque estás no café! Não te admito que insultes a minha mãe, ouviste?!?!"(aparentemente, ela chamou-lhe filho da puta numa discusão passada). Ela respondeu "Queres bater, bate!". Ele gritou mais "Isso querias tu, que eu te batesse aqui!"... Continuaram a discutir. Ele com a cara cada vez mais próxima da dela e pronto para lhe bater com um porta-guardanapos na cara (acho que nestas alturas tudo serve como arma de arremesso). Ela levantou-se e deu-lhe um empurrão, ele respondeu com um estalo e as agressões fisicas sucederam-se...
Nesta altura, pensei que deveriamos chamar a GNR. Uma das minhas colegas fez sinal ao empregado de café e eu achei que seria isso que ele faria. Mas não. Ele aproximou-se, separou-os e pediu ao "senhor" que se retirasse.
Enquanto ele fazia o trajecto até à porta da rua, ela gritou "Nunca mais me voltas a bater" e ele revelou a verdadeira razão de estar ali "Ela deixou-me e ainda me chamou filho da puta". Depois gritou que quando ela saisse dali a matava.
Ele saiu. Ela começou a chorar, enquanto limpava o lábio que sangrava.
Uma das minhas colegas comentou que já não era a primeira vez que ele fazia uma cena daquelas.
Outra colega disse que achava que ela devia fazer queixa, até porque tinha testemunhas que tinham assistido e ouvido todas as ameaças.
Eu achei que a GNR devia ter sido chamada.
Mas ninguém se quis "meter"...
Hoje assisti a uma cena de violência doméstica (crime público que qualquer pessoa pode e deve denunciar) e não fiz nada...
Sinto-me mal! Sinto-me culpada e cúmplice deste crime!
Tenho vergonha do meu comportamento...
Ela já lá estava, noutra mesa, sozinha, mas nem a vi.
Reparei nela, quando ele entrou, se aproximou dela e começou a gritar "Só não te bato aqui, porque estás no café! Não te admito que insultes a minha mãe, ouviste?!?!"(aparentemente, ela chamou-lhe filho da puta numa discusão passada). Ela respondeu "Queres bater, bate!". Ele gritou mais "Isso querias tu, que eu te batesse aqui!"... Continuaram a discutir. Ele com a cara cada vez mais próxima da dela e pronto para lhe bater com um porta-guardanapos na cara (acho que nestas alturas tudo serve como arma de arremesso). Ela levantou-se e deu-lhe um empurrão, ele respondeu com um estalo e as agressões fisicas sucederam-se...
Nesta altura, pensei que deveriamos chamar a GNR. Uma das minhas colegas fez sinal ao empregado de café e eu achei que seria isso que ele faria. Mas não. Ele aproximou-se, separou-os e pediu ao "senhor" que se retirasse.
Enquanto ele fazia o trajecto até à porta da rua, ela gritou "Nunca mais me voltas a bater" e ele revelou a verdadeira razão de estar ali "Ela deixou-me e ainda me chamou filho da puta". Depois gritou que quando ela saisse dali a matava.
Ele saiu. Ela começou a chorar, enquanto limpava o lábio que sangrava.
Uma das minhas colegas comentou que já não era a primeira vez que ele fazia uma cena daquelas.
Outra colega disse que achava que ela devia fazer queixa, até porque tinha testemunhas que tinham assistido e ouvido todas as ameaças.
Eu achei que a GNR devia ter sido chamada.
Mas ninguém se quis "meter"...
Hoje assisti a uma cena de violência doméstica (crime público que qualquer pessoa pode e deve denunciar) e não fiz nada...
Sinto-me mal! Sinto-me culpada e cúmplice deste crime!
Tenho vergonha do meu comportamento...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Eu, ecologista
Desde que me conheço que sempre tive uma vertente de protectora do ambiente e principalmente dos animais.
Não sou vegetariana (muito menos vegan), nem participo em manifestações das Associações de Protecção de Animais, mas custa-me matar animais, mesmo que seja uma formiga (tenho um enorme respeito por elas e pela sua organização, basta olhar para a história da "Cigarra e da Formiga") ou uma melga (sou normalmente um alvo demasiado fácil para elas...). De certeza que haverá muita gente a achar que é uma contradição eu dizer que não mato animais e depois comer carne. Mas a questão é que eu não os mato por prazer e só consigo comer carne vinda do talho (how stupid is that?!?!). Por exemplo, houve uma altura que eu tinha galinhas e coelhos, que nasciam, cresciam e iam parar inevitavelmente à arca frigorifica e depois ao prato. Nessa altura, se eu não tivesse 10 anos e conseguisse impor as minhas convicções a nível alimentar ter-me-ia tornado vegetariana, porque de cada vez que o jantar era um bichinho vindo da capoeira/ coelheira eu fazia uma choradeira enorme.
Todos os animais eram queridos e amistosos. Eu apanhava-os quando estavam a incomodar alguém e normalmente fazia intenção de os adoptar.
Lembro-me de uma vez que apareci ao pé da minha mãe com um balde de praia, que tinha lá dentro o meu novo amiguinho, um rato de esgoto. A minha mãe teve um ataque de histeria e inumerou umas quantas doenças a que eu estaria sujeita se levasse a minha avante. Não me lembro quem se desfez do bichinho, mas eu tive muita pena que não me tivessem deixado ficar com ele...
Outro exemplo é a história do dia em que o meu pai me ofereceu um colete feito de pele de carneiro. Eu tinha 4 anos e lembro-me de ter os adultos à minha volta a explicarem que aquilo era o pelo do cordeirinho, como se isso fosse a coisa mais encantadora do mundo. Ao fim de um bocado de os ouvir, reagi perguntando na minha voz invulgarmente grave para a idade: "Quem matou o carneirinho???"
Ora, tudo isto surge para justificar que eu ponha aqui um vídeo de uma música muito foleirinha, com uma letra muito melodramática, que eu encontrei no youtube um bocado por acaso, e que (confesso) eu adorava quando tinha cerca de 11 anos (foi quando a descobri). Era este o meu espírito na fase de final de infância/ inicio de adolescência... (aos 12 anos a minha camisola favorita dizia "Salve as Focas")
Actualmente, já não quero trazer para casa todos os bichinhos que encontro, mas continuo a gostar de observar animais e tenho o sonho de um dia conseguir que as pessoas acreditem que os animais têm efectivamente sentimentos, tão válidos como os dos humanos...
Não sou vegetariana (muito menos vegan), nem participo em manifestações das Associações de Protecção de Animais, mas custa-me matar animais, mesmo que seja uma formiga (tenho um enorme respeito por elas e pela sua organização, basta olhar para a história da "Cigarra e da Formiga") ou uma melga (sou normalmente um alvo demasiado fácil para elas...). De certeza que haverá muita gente a achar que é uma contradição eu dizer que não mato animais e depois comer carne. Mas a questão é que eu não os mato por prazer e só consigo comer carne vinda do talho (how stupid is that?!?!). Por exemplo, houve uma altura que eu tinha galinhas e coelhos, que nasciam, cresciam e iam parar inevitavelmente à arca frigorifica e depois ao prato. Nessa altura, se eu não tivesse 10 anos e conseguisse impor as minhas convicções a nível alimentar ter-me-ia tornado vegetariana, porque de cada vez que o jantar era um bichinho vindo da capoeira/ coelheira eu fazia uma choradeira enorme.
Todos os animais eram queridos e amistosos. Eu apanhava-os quando estavam a incomodar alguém e normalmente fazia intenção de os adoptar.
Lembro-me de uma vez que apareci ao pé da minha mãe com um balde de praia, que tinha lá dentro o meu novo amiguinho, um rato de esgoto. A minha mãe teve um ataque de histeria e inumerou umas quantas doenças a que eu estaria sujeita se levasse a minha avante. Não me lembro quem se desfez do bichinho, mas eu tive muita pena que não me tivessem deixado ficar com ele...
Outro exemplo é a história do dia em que o meu pai me ofereceu um colete feito de pele de carneiro. Eu tinha 4 anos e lembro-me de ter os adultos à minha volta a explicarem que aquilo era o pelo do cordeirinho, como se isso fosse a coisa mais encantadora do mundo. Ao fim de um bocado de os ouvir, reagi perguntando na minha voz invulgarmente grave para a idade: "Quem matou o carneirinho???"
Ora, tudo isto surge para justificar que eu ponha aqui um vídeo de uma música muito foleirinha, com uma letra muito melodramática, que eu encontrei no youtube um bocado por acaso, e que (confesso) eu adorava quando tinha cerca de 11 anos (foi quando a descobri). Era este o meu espírito na fase de final de infância/ inicio de adolescência... (aos 12 anos a minha camisola favorita dizia "Salve as Focas")
Actualmente, já não quero trazer para casa todos os bichinhos que encontro, mas continuo a gostar de observar animais e tenho o sonho de um dia conseguir que as pessoas acreditem que os animais têm efectivamente sentimentos, tão válidos como os dos humanos...
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