quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vá, batam-me porque eu mereço!

Nos últimos tempos o meu volume de trabalho tem vindo a aumentar mais e mais. Não só em termos do que tenho de produzir, mas também do número de locais e da consequente quantidade de deslocações que tenho de fazer...
Quem me conhece sabe que tenho um estranho síndrome de achar que sou super-mulher e que de uma forma ou de outra tenho de conseguir fazer tudo...
Hoje aconteceu mais uma vez que fui almoçar com tempo muito limitado e, como o serviço no restaurante demorou mais do que eu estava à espera (35 minutos à espera de uma salada...) acabei por comer (mais uma vez) a correr.
Conclusão: (Mais uma vez) Estou pr'aqui cheia de dores de estômago...
E se eu tivesse mais calminha e deixasse o trabalho esperar?! Não seria melhor?!
Eu devia era seguir o exemplo do meu padrinho, que come com muita calma e produz imenso!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

E depois dizem que o país está em crise

No sitio onde trabalho o feriado municipal é a quinta-feira da ascensão que este ano calha no dia 13 de Maio.

Em anos normais, isto seria bom para os católicos que quisessem ir a Fátima, mas nada mais que isso.

Só que este ano o Papa vem a Portugal... E como Sua Santidade vem ao nosso país, não se trabalha em Lisboa no dia 11, não se trabalha no país inteiro dia 13 e não se trabalha no Porto dia 14...

Como os meus chefes são uns porreiraços, acharam que, uma vez que o Governo dava o dia 13, que é o nosso feriado municipal, eles davam o dia 14, para nós não ficarmos a perder.

É óbvio que eu fiquei contente (não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que não fiquei), mas a verdade é que acho que isto tudo é um exagero. Não ponho em causa a importância do Papa, mas será que era mesmo necessário o país parar 3 dias?!

Como não sou católica, mas a tolerância de ponto abrange todos, vou aproveitar o fim de semana grande para sair. Aposto que vou apanhar muito bom católico a fazer o mesmo... Ah não, claro que não! Os católicos no dia 13 vão estar todos em Fátima, não é?!
Há dias em que me apetecia que a minha vida fosse diferente... Tão diferente...
Há dias em que me sinto vazia.
Hoje é um desses dias.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Na sequência do post anterior

Ontem fui ao mecânico e percebi que aquela coisa dos piscas tinha de ser arranjada pelo electricista e, como hoje eu precisava do carro,acabei por optar por andar mais um dia com os quatro piscas ligados (e as pessoas na estrada a fazerem-me sinais) e ir lá hoje ao final do dia deixá-lo para amanhã ser arranjado.

No entanto, parece que há algumas novidades...

Agora quando desligo o carro, os piscas não desligam, o que poderá significar que quando eu quiser voltar para casa, no final do dia de trabalho o carro esteja sem bateria (Acho que ao fim de um bocado os piscas desligam, mas não tenhoa certeza...)

Quando o rádio está ligado, a sirene começa a tocar. Baixinho, mas toca. Suficientemente alto, para me levar a preferir andar com o rádio desligado.

Enfim, acho que vou procurar uma bruxa...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mais uma para a colecção

Esta semana o meu carro ficou no alentejo a passar umas férias e a ver se fica arranjado de vez.

Pequeno pormenor: eu não sabia que ia haver greve de comboios três dias na semana, porque se soubesse não teria escolhido esta semana para ficar sem carro (o arranjo não era urgente).

Ora como houve e ainda vai haver mais greve dos comboios, na segunda feira tive de ir trabalhar à boleia com uma colega minha e depois pedi o carro emprestado ao meu querido papá.

Ontem, quando cheguei a casa e o tranquei, achei que o comando não estava a funcionar muito bem e que talvez precisasse de pilhas, mas como acabou por trancar bem as portas, não me preocupei mais com o assunto.

Hoje de manhã, quando tentei abri-lo com o comando... nada! Tentei várias vezes, mas o carro não abria nem por nada. Depois de 5 minutos a dar voltas ao carro, com o braço para cima, o braço para baixo, para a esquerda, para a direita e nada, entrei em desespero de causa e decidi abrir o carro com a chave, sabendo que provavelmente isso accionaria o alarme. Foi mesmo isso que aconteceu. Só que da única vez em que isto me tinha acontecido, depois de estar dentro do carro carreguei no comando e o alarme calou-se, por isso, achei que poderia tentar a mesma estratégia. Mas desta vez não resultou...

Eram 8h20 e o alarme tocava desenfreadamente. Tentei por a chave e ligar o carro e ele calou-se. Por breves instantes... porque depois retomou a sua actividade em grande. Saí do carro e ele calou-se e recomeçou e esteve nestas ameaças de "pensas que te viste livre de mim, mas olha para mim outra vez tão activo". Tentei calá-lo outra vez com o comando. Tentei também trancar o carro com a chave e depois abri-lo de novo, mas de cada vez que eu abria a porta ele disparava.

Com isto tudo, já havia estores a abrir-se e vizinhos a vir à janela ver o que se passava.

Liguei para o meu pai, a perguntar o que fazer. Ele nao sabia, coitado!

Entretanto, o meu marido ia a sair de casa para levar a criança à creche e decidimos trocar de posições: ele ficou a tentar tratar da situação do carro e eu fui levar o rapaz.

Pelo caminho encontrei o mecânico e expliquei-lhe o que se passava, ao que ele respondeu que se eu quisesse ele podia mandar lá alguém.

Depois disso, fui à loja dos chineses (que com o adiantado da hora já tinha aberto)comprar pilhas, para o caso do problema ser falta depilhas no comando. Mas não era e isso não resolveu. Liguei para o mecânico do meu pai, liguei para os senhores da empresa do alarme, e nem assim conseguimos resolver o problema.

Acabei por ir mesmo chamar o mecânico lá do sitio e ele mandou um senhor que, depois de várias tentativas de desligar o alarme com a chave que deveria servir para esse efeito, acabou por ter de desligar um fio, para cortar a corrente.

Ligámos o carro, abrimos e fechámos portas... Tudo bem! O problema estava resolvido! Despedimo-nos do senhor com muitos agradecimentos e eu, feliz e muito aliviada por finalmente aquela chinfrinheira ter parado, meti-me no carro e preparei-me para arrancar. Eis senão quando... "Maridinho, verifica lá se os quatro piscas estão ligados..." "Sim,estão, tens de os desligar" respondeu ele do lado de fora do carro "Pois, mas o problema é que eles supostamente não estão ligados..." Eu a começar a passar-me. Olhámos um para o outro com ar de desespero, ponderámos sobre todas as opções, atendendo às horas que já eram e, depois de um telefonema com o meu pai, acabei por arrancar e fazer 45 Km com os 4 piscas ligados.

Agora, quando voltar a casa, tenho de ir por o carro ao mecânico...

Ou seja,provavelmente vou ficar sem o meu carro e sem o do meu pai...

Há dias (e semanas) assim...

Ah, para melhorar a situação, dói-me um dente.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

As utilidades de ter um rolo de fita-cola grossa dentro do carro

Comprovadas por mim

- Segurar a estrutura de um espelho partido no carro;
- Improvisar um arranjo de escova limpa pára-brisas;
- Segurar o vidro do espelho novo do carro, porque ficou mal encaixado e caiu ao chão;
- Fazer a bainha de umas calças;
- ...

Haverá muitas outras, que suponho que comprovarei no futuro e prometo partilhar com os caríssimos leitores deste blog.

terça-feira, 20 de abril de 2010

"Sei, ao chegar a casa, qual de nós chegou primeiro. Tu, se o ar é fresco e perfumado. Eu, se deixo de respirar subitamente."

Lembro-me do dia em que percebi verdadeiramente o significado deste texto, cujo autor desconheço. Foi quando começámos a viver juntos. Todos os dias, quando punha a chave na porta ao final do dia, tinha a esperança de que ela só desse meia volta, porque isso significava que tu estavas em casa. Quando isso acontecia, sentia-me a flutuar. Mas quando, pelo contrário, a chave rodava e dava mais que uma volta, parecia que uma nuvem negra se abatia sobre mim...

Lembro-me também do dia em que, estando nós separados, eu disse ao meu pai que não conseguia imaginar a minha vida sem te ter por perto. Ele perguntou-me "E não achas que isso é amor?!"

Demorei algum tempo a assumir para mim mesma a importância do amor que sinto por ti... Mas sei hoje que a minha vida não faz qualquer sentido se não te tiver por perto.

Não me habituo nem quero habituar aos dias que adormeço e acordo sem te ter ao meu lado!

Os dias sem ti custam uma eternidade a passar. As horas sem ti são longuissimas. Cada minuto parece ter pelo menos 180 segundos. Mesmo que eu saiba que chegarás dentro de pouco tempo (às vezes meia hora ou uma hora).

És a pessoa a quem confio os meus segredos e a quem peço conselhos. És quem me apara as lágrimas e me ensina a sorrir.

Conheces todas as minhas peculiaridades e parece-me que até achas graça a algumas delas.

Aturas-me como ninguém!

És o melhor amigo, companheiro, e agora pai que conheço!!!

És o homem que eu amo e com quem me imagino a passar o resto da minha vida!!!

Passámos juntos os 20 e chegámos juntos aos 30...

Parabéns meu Amor!!!

Que nos próximos 30 anos sejamos tão felizes como fomos nos últimos 10!