quarta-feira, 7 de abril de 2010

Valorização dos nossos melhores amigos (ou pelo menos dos mais incondicionais)

Ao que parece, as crianças que vão depor nos tribunais americanos, passarão a poder contar com alguém que as apoie e conforte.

Gostei da ideia.

Balanço dos 30

Ontem completei 30 anos de vida. Sou oficialmente uma trintona!

Por isso, acho que esta é uma boa altura para fazer um balanço do que tenho e do que gostava de ter.

Podia começar aqui a escrever uma grande lista de coisas, mas o post ficaria demasiado grande e, francamente, não me apetece escrever muito.
No fundo, o mais importante é que tenho uma bela família (a original + a construída), tenho amigos de quem gosto muito, uns mais antigos (alguns há 20 anos e mais...), outros mais recentes econsegui realizar o grande sonho da minha vida: ser mãe!

Não tenho uma vivenda nem dinheiro suficiente para poder trabalhar em part-time ou a partir de casa, como gostava. Mas isso são pormenores, que eu acredito que venham a mudar :)

Posto isto, resta-me agradecer a todas as pessoas que me têm acompanhado ao longo destes anos de vida e que me dão tanta felicidade!

Aproveito também para comentar o poder das redes sociais: nunca tinha recebido tantas mensagens de pessoas com quem a relação não é muito próxima como este ano, através do facebook.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Aretha Franklin

Parece que esta senhora completa hoje 68 anos de vida.




Muito obrigada aos senhores da Rádio Comercial, que me permitiram iniciar o percurso para o trabalho ao som desta música!

Ao que eu cheguei...

Tenho saudades de ter roupa a cheirar a cão...
Adoptei uma gata no facebook e,como acho ridiculo ter de a alimentar de 8 em 8 horas, uma colega sugeriu que eu a deixasse morrer, mas eu não consigo, porque penso no coitadinho do bichinho...

'Tá bonito, 'tá!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Uma estrelinha no céu e o meu humor negro

Há dois dias ia escrever este post só com a primeira parte do título.
Falaria da minha avó, dos momentos que passei com ela, da falta que me vai fazer...
Descreveria momentos marcantes, como o dia em que ela, numa altura em que o Alzheimer já não lhe permitia reconhecer ninguém para além do meu avô, me viu entrar pela primeira vez com o carrinho de bebé e disse com um grande sorriso "Olha o João!". E como ela ficava feliz de cada vez que estava com o meu filho, seu único bisneto.
Contaria como ela me recebia no seu colo e me dava mimos tão bons e como até ao fim o seu olhar se manteve tão meigo e o seu sorriso tão doce.
Mas se eu me pusesse a falar destas coisas, inevitavelmente as lágrimas surgiriam.
Por isso, prefiro falar da forma como reajo a estas situações, porque a verdade é que lido com a morte como uma coisa natural (obrigada, papá) e ,para além disso, sou uma "mascaradora de emoções". O resultado é que nestas alturas acabo por me esconder na racionalização dos factos e no humor negro.
Quando digo "foi melhor assim" ou "agora já não sofre mais", acredito que foi mesmo (mas não é o caso da minha avó). Quando digo "Ao menos viveu uma vida inteira e foi feliz", é porque acho mesmo isso (a minha avó foi muito feliz!).
Depois, há o meu lado de humor negro e de dizer parvoices para animar as pessoas (só as digo a pessoas que sei que não levarão a mal, claro).
Vou dar um exemlo.
Ontem depois do enterro, ao ver a irmã da minha avó muito chorosa, cheguei ao pé dela e disse "Sabe que mais?! Eu gosto de ler os nomes nas sepulturas e por isso, posso dizer-lhe que a minha avó está sepultada ao pé de um senhor que se chama Neil Amstrong". As lágrimas pararam. Começou a rir-se timidamente e perguntou incrédula "Neil Amstrong???". E eu "É verdade! Neil Amstrong, nascido em 1970 ('tadinho, morreu novo)".
A tristeza dela não desapareceu, mas naquele momento eu consegui que ela sorrisse.
A irmã da minha avó é mais nova e enviuvou há um ano. Elas eram muito unidas.Por isso, esta senhora está em grande sofrimento.
Senti que, por momentos, ela descontraiu e se concentrou na graça que tinha haver pais que deram um nome daqueles ao filho e na coincidência da irmã dela ter ficado ao lado deste senhor.
No regresso, antes de entrarmos no carro, ela olhou para mim, fez um ligeiro sorriso e perguntou "Neil Amstrong?!" e eu respondi, sorrindo também "Neil Amstrong!"

Adeus vovó! Tenho muitas saudades tuas! (Porra, as lágrimas já estão a saltar!)

segunda-feira, 15 de março de 2010

AAAATTCHIM!!!!!!!!

Querido São Pedro:

Muito obrigada por estes belos dias de sol com que nos tens presenteado!
Mas, já agora, se pudesses interceder por mim junto do santinho das alergias, eu agradecia!
É que ainda só vamos a meio de Março e eu já tenho o nariz vermelho e os olhos lacrimejantes...
Ainda por cima, os meus espirros de alergia,são muito, mas mesmo muito sonoros!
E quando vem um, vêm logo mais dois ou três.
Ora isto, num local de atendimento ao público é, tal como comentaram as minhas colegas, no mínimo deselegante.
Por isso, meu querido São Pedro, por mim e por todas as pessoas que me rodeiam, põe lá uma cunhazinha para que isto melhore (ou pelo menos não piore), sim?!
Grata pela atenção dispensada,

Semi-nómada

P.S. Se me fizeres este favorzinho, eu prometo não me queixar mais das condições meteorológicas este ano.

A pedido do meu mano

A história que vou contar passou-se há cerca de 2 semanas e, como não a escrevi na altura,achei que não valia a pena fazê-lo mais tarde. Mas ontem falei com o meu querido mano e ele disse que eu devia escrevê-la. Ora, como o pedido da mano (nem sempre) é uma ordem, cá vai:

Estava aquilo a que, em linguagem de BOrda D'àgua se chama "um dia carrascoso". Eu peguei no carro de manhã e pus-me a caminho do meu localde trabalho.

Estava a entrar na auto-estrada, quando começou a chover e eu liguei os limpa-vidros, como é normal fazer nestas situações. Só que, em vez das escovas a limpar os vidros, o que vi foi a parte metálica a arranhar o vidro... Ou seja, tinham-me roubado as escovas...

Abrandei a velocidade e comecei a pensar qual seria a melhor solução. Entretanto, começou a chover torrencialmente... Decidi parar nos lugares de estacionamento antes da portagem, mas nem sabia bem a que distância estava. Fui devagarinho (cerca de 70Km/h) atrás de um camião, a guiar-me pelas luzes dele.

Quando parei, continuava a chover torrencialmente. Mas eu tinha de resolver a situação, certo?! (até porque não me podia atrasar para uma reunião) Saí do carro, fui ao vidro de trás, tirei a escova e fui pô-la no vidro da frente, do lado esquerdo, para ver se conseguia ver qualquer coisa. Pormenor: a escova de trás é maior que as da frente e não utiliza o mesmo tipo de encaixe... O que vale é que eu, desde que me partiram o espelho e eu só percebi a meio do caminho, ando sempre com um rolo de fita-cola grossa dentro do carro. Prendi a escova de trás no vidro da frente com fita-cola e enrolei também um bocado à volta da parte metálica da outra escova, para não ficar com o vidro todo riscado quando ligasse as escovas (um colega meu disse-me depois que bastava eu ter deixado o "braço" levantado, mas na altura nem me lembrei disso).

Terminado este processo e estando eu completamente encharcada, segui caminho.

Como é costume acontecer nestas alturas, depois de tudo isto, andei uns metros e parou de chover.

Bom, cheguei sã e salva ao meu local de trabalho e à hora de almoço fui comprar umas escovas novas e montei-as.

O meu grande receio depois de ter feito a chamada operação fita-cola era que a brigada de trânsito (que já não se chama assim, mas eu não sei qual é o nome actual) me mandasse parar e ainda me multasse por não ter escovas. Mas até isso correu bem.

Mais uma aventura com final feliz para a minha colecção.