Este fim de semana estava a falar com uma amiga na net e a certa altura ela mencionou que não tinha um filho agora, porque vive muito longe da família e, como tal, não teria ajudas e, por isso, tinha medo de se vir a arrepender.
Eu disse-lhe que não se arrependeria. Disse-o muito segura do que estava a dizer. Disse-o porque é realmente o que sinto.
Quando decidi ter um filho sabia que não seria fácil. Conversei com o futuro pai e a grande questão girava em torno das suas ausências e de como seria difícil "aguentar o barco" quando ele não estivesse presente, uma vez que nenhum de nós tem famílias que possam dar grande ajuda.
Ele queria esperar quatro anos, até acabar o doutoramento. Eu disse-lhe que sabia que as ausências dele não terminariam aí. Ele acabou por concordar e cedeu à ideia de "mandar vir" um bebé.
Os últimos tempos têm sido muito difíceis para mim. Sinto-me física e emocionalmente exausta! Já chorei muito. Já tive vontade de fugir. Mas ainda não perdi a capacidade de rir e brincar com o meu bebé!
Por muito mal que me sinta há algo dentro de mim que me vai dando forças para continuar a funcionar e a mostrar-lhe que a vida é bela.
Descobri uma nova pessoa dentro de mim. Alguém muito mais forte, corajosa e bem disposta do que eu e que aparece quando estou com o meu filho ou quando tenho de tratar de algo relacionado com ele.
E é essa pessoa que me acompanha sempre e que faz com que eu não me arrependa, nem por um milésimo de segundo, de ter tido este bebé.
O tempo vai passar, a minha família continuará a não poder dar-me muito apoio, o bebé adoecerá mais vezes e eu continuarei a arranjar forças para prosseguir, porque nada no mundo é mais importante que o meu filho.
O pai dele continuará a ir e vir. Ele será um homem de carreira. Eu serei a mãe… Ele não deixará de ser um excelente pai por não estar sempre (fisicamente) presente. Porque as pessoas que têm carreiras que as obrigam a viajar também podem ser bons pais/ mães.
A única questão é que a partir do momento em que vêem a sua cria pela primeira vez, todas as viagens passam a custar muito mais…
Quanto ao apoio das famílias… Já não se fazem avós como antigamente…
O mais importante é que as duas pessoas (futuros pais) estejam dispostos a embarcar na aventura.
Depois, as coisas acontecem naturalmente.
Não é preciso ter medo (embora seja inevitável e até saudável ter um bocadinho).
Experimentem e comprovarão!
;)