terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Ai, como eu estou

Hoje sonhei que ia ter uma reunião com as minhas colegas de gabinete e o meu chefe.
Quando ele chegou, sentámo-nos todos à volta da mesa de reuniões e eu adormeci... E quando acordei a reunião já tinha acabado... O chefe já se tinha ido embora e as minhas colegas olharam para mim e riram.
Senti-me tão envergonhada!

Cansada, eu?! Não!!! Que ideia...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
«Não partas nunca mais»

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Pedro Abrunhosa
Eu não sei quem te perdeu

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Tudo ou nada

Tenho o coração apertado e uma dorzinha na barriga...
As outras pessoas já receberam aquela carta. A carta que poderá mudar o meu/ nosso percurso profissional. Eu deverei recebê-la hoje ou amanhã...
Mais um passo para o tudo ou nada. Ou fico com a minha situação profissional regularizada ou vou cantar para outra freguesia, porque aqui já não há lugar para mim.
Quero acreditar que vai correr tudo bem, mas estou nervosa. Muito nervosa!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Fiéis desconhecidos

Hoje confirmei que isto era mesmo verdade.

Passei na portagem e fui atendida por uma funcionária das "antigas", que me disse "Bom dia!" com um grande sorriso de quem me reconhecia. Pensei que seria impressão minha ("lá estou eu a achar que as senhoras da portagem me conhecem, que disparate"). Mas eis que ela inicia o seguinte diálogo:
- Já não a via há muito tempo.
- (Espera aí, ela reconheceu-me mesmo!) Pois, estive de licença de maternidade...
- Ai foi?! Veja lá que nem reparei que estava grávida. Também, é tão magrinha... Então e correu tudo bem?
- Correu, correu
- É uma menina ou um menino?
- É um menino (eu já a olhar pelo espelho retrovisor e a pensar que aquilo se estava a tornar uma conversa demasiado longa para portagem)
- Ai que bom! Isto agora é uma fase dificil, o regresso ao trabalho.
- Pois é, pois é... Bom, tenha um bom dia!
- Bom dia e muitas felicidades!

Segui caminho a pensar como é engraçada esta coisa das pessoas com quem nos cruzamos todos os dias nos trajectos que fazemos. Pessoas que apanham o metro/ autocarro/ comboio àquela hora, ou que vão ao mesmo café que nós, ou que passam todos os dias naquela rua... Desconhecidos que permanecem como tal, mas de quem sentimos a falta quando não vemos. Estranhos que nos fazem sentir acompanhados quando estamos sozinhos...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Yes we can

Fiquei muito feliz com o resultado das eleições americanas!
Acredito no senhor Barack Obama, porque acho que ele consegue criar nas pessoas esperança e um sentimento de união
Hoje encontrei um texto no blog de uma senhora americana que mostra o poder deste homem. (o texto foi escrito no dia seguinte às eleições)

"Yesterday left me so wrapped up in tangled thoughts and emotions I felt at a loss for the right words in my post. But I wanted to share a quick, simple story of a single moment yesterday, the moment I dropped my daughter off at school. Then I'm moving on from politics... for now. It was the tiniest encounter really, but it impacted my deeply. As I drove into the parking lot of the school, and pulled up along side another mom (who I know pretty well), she turned to me as I turned to her... I smiled... she smiled bigger, bursting almost... and through closed windows she spoke three words - "yes we can."

As silly as this moment may sound, it was a connection between two mothers as our girls, carrying bookbags and lunchboxes, tumbled out of our cars. As women and as mothers our energy is renewed. We need that for our children, our husbands, and for our communities."


!

Regresso à vida "normal"...

Primeiro dia de trabalho depois de 4 meses de licença de maternidade.
Quando saí de casa o homem grande estava a vestir o homem pequenino. Tenho a certeza que o pai se vai sair bem nesta tarefa de preparar o bebé diariamente e levá-lo para a creche. Estavam os dois com um ar satisfeito!
Cheguei ao gabinete cheia de ideias sobre o que iria fazer. Mas entretanto percebi que estava perdida... Já não sabia o sítio às coisas. Estive uns segundos a tentar lembrar-me onde se ligava o cabo do computador e outros tantos para descobrir o botão de power...
Passados esses primeiros momentos,comecei a sentir-me mais integrada.
Tenho complicações para resolver e muita papelada para pôr em ordem.
Se por um lado sinto que muita coisa mudou, por outro parece-me que está tudo tal e qual como antes.
A grande diferença está em mim, que agora tenho como prioridade o meu menino pequenino.
A minha vida "normal" já não é a mesma!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A propósito do post anterior

A minha amiga referida no post anterior fez um comentário para o meu e-mail, por não perceber muito bem como funcionam estas coisas do blogger. Pediu-me que o acrescentasse aos comentários, mas eu achei-o tão bonito e revelador do que ela é, que decidi pô-lo num post. Obrigada, minha amiga do coração (e do mundo, e de ventre)!

"Sou eu....M....
repito concordando que é bom vermos as pessoas com quem crescemos,
fazem-nos ser mais, pois juntam o antes ao hoje,
e são bonitas e especiais.
Elas inteiras, as suas famílias passadas que nos convidavam para jantar e passear e os seus novos membros que acrescentam mais mundo ao nosso mundo.
Estamos crescidas, sim, e espero que estejamos sempre com mais capacidades para dar a volta aos problemas e levar a vida a cantar.
Muitos beijos...Amigas do Mundo, de Ventre
M."