quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Fiéis desconhecidos

Hoje confirmei que isto era mesmo verdade.

Passei na portagem e fui atendida por uma funcionária das "antigas", que me disse "Bom dia!" com um grande sorriso de quem me reconhecia. Pensei que seria impressão minha ("lá estou eu a achar que as senhoras da portagem me conhecem, que disparate"). Mas eis que ela inicia o seguinte diálogo:
- Já não a via há muito tempo.
- (Espera aí, ela reconheceu-me mesmo!) Pois, estive de licença de maternidade...
- Ai foi?! Veja lá que nem reparei que estava grávida. Também, é tão magrinha... Então e correu tudo bem?
- Correu, correu
- É uma menina ou um menino?
- É um menino (eu já a olhar pelo espelho retrovisor e a pensar que aquilo se estava a tornar uma conversa demasiado longa para portagem)
- Ai que bom! Isto agora é uma fase dificil, o regresso ao trabalho.
- Pois é, pois é... Bom, tenha um bom dia!
- Bom dia e muitas felicidades!

Segui caminho a pensar como é engraçada esta coisa das pessoas com quem nos cruzamos todos os dias nos trajectos que fazemos. Pessoas que apanham o metro/ autocarro/ comboio àquela hora, ou que vão ao mesmo café que nós, ou que passam todos os dias naquela rua... Desconhecidos que permanecem como tal, mas de quem sentimos a falta quando não vemos. Estranhos que nos fazem sentir acompanhados quando estamos sozinhos...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Yes we can

Fiquei muito feliz com o resultado das eleições americanas!
Acredito no senhor Barack Obama, porque acho que ele consegue criar nas pessoas esperança e um sentimento de união
Hoje encontrei um texto no blog de uma senhora americana que mostra o poder deste homem. (o texto foi escrito no dia seguinte às eleições)

"Yesterday left me so wrapped up in tangled thoughts and emotions I felt at a loss for the right words in my post. But I wanted to share a quick, simple story of a single moment yesterday, the moment I dropped my daughter off at school. Then I'm moving on from politics... for now. It was the tiniest encounter really, but it impacted my deeply. As I drove into the parking lot of the school, and pulled up along side another mom (who I know pretty well), she turned to me as I turned to her... I smiled... she smiled bigger, bursting almost... and through closed windows she spoke three words - "yes we can."

As silly as this moment may sound, it was a connection between two mothers as our girls, carrying bookbags and lunchboxes, tumbled out of our cars. As women and as mothers our energy is renewed. We need that for our children, our husbands, and for our communities."


!

Regresso à vida "normal"...

Primeiro dia de trabalho depois de 4 meses de licença de maternidade.
Quando saí de casa o homem grande estava a vestir o homem pequenino. Tenho a certeza que o pai se vai sair bem nesta tarefa de preparar o bebé diariamente e levá-lo para a creche. Estavam os dois com um ar satisfeito!
Cheguei ao gabinete cheia de ideias sobre o que iria fazer. Mas entretanto percebi que estava perdida... Já não sabia o sítio às coisas. Estive uns segundos a tentar lembrar-me onde se ligava o cabo do computador e outros tantos para descobrir o botão de power...
Passados esses primeiros momentos,comecei a sentir-me mais integrada.
Tenho complicações para resolver e muita papelada para pôr em ordem.
Se por um lado sinto que muita coisa mudou, por outro parece-me que está tudo tal e qual como antes.
A grande diferença está em mim, que agora tenho como prioridade o meu menino pequenino.
A minha vida "normal" já não é a mesma!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A propósito do post anterior

A minha amiga referida no post anterior fez um comentário para o meu e-mail, por não perceber muito bem como funcionam estas coisas do blogger. Pediu-me que o acrescentasse aos comentários, mas eu achei-o tão bonito e revelador do que ela é, que decidi pô-lo num post. Obrigada, minha amiga do coração (e do mundo, e de ventre)!

"Sou eu....M....
repito concordando que é bom vermos as pessoas com quem crescemos,
fazem-nos ser mais, pois juntam o antes ao hoje,
e são bonitas e especiais.
Elas inteiras, as suas famílias passadas que nos convidavam para jantar e passear e os seus novos membros que acrescentam mais mundo ao nosso mundo.
Estamos crescidas, sim, e espero que estejamos sempre com mais capacidades para dar a volta aos problemas e levar a vida a cantar.
Muitos beijos...Amigas do Mundo, de Ventre
M."

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Estamos tão crescidas!

Hoje almocei com uma amiga de longa data, com quem já não estava há algum tempo.
Já sabia que ela estava grávida (ela disse-me pelo telefone) e, embora soubesse que o pouco tempo de gestação não lhe daria grandes alterações físicas, achei que ela estaria diferente. Não está!
Está na mesma. Parece-me que está igual ao que era aos 12 anos, quando fomos juntas para uma escola nova. Ou aos 15 anos, quando lhe tirei uma foto, que ainda hoje acho muito bonita, porque ela está numa pose e com uma expressão muito suas e reveladoras do seu espírito livre.
Olho para ela e recordo muitos momentos passados juntas. As horas de espera na paragem do autocarro, os concertos (fomos juntas ao último concerto dos Nirvana!)os passeios e viagens, as conversas, o riso e as lágrimas...
Foi bom revê-la!
Falámos sobre várias pessoas que fizeram parte da nossa adolescência. A MI já tem uma filha, a C e o G casaram, a J e o Z separaram-se e ela já vive com outra pessoa e está grávida em fim de tempo... Eu também já tenho um filho e ela vai ter um, quase com um ano de diferença do meu :)
No meio disto tudo lembrei-me de um momento, nas férias de Verão antes de começarmos o 10º ano. Iamos as duas a pé, pela rua onde ela morava e estávamos a comentar qualquer coisa (não me lembro o quê) sobre os nossos colegas e a nossa turma. A certa altura fez-se um momento de silêncio e ela disse o que eu estava a pensar: "Estamos tão crescidos..."
Passados estes anos todos, ao olhar para nós e para as nossas vidas é só isso que me ocorre dizer... Estamos tão crescidas!
E é tão bom manter as amizades com pessoas que vimos e nos viram crescer!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Rita

A minha sobrinha S. de dois anos decidiu que se a tia tinha um bebé, então ela também queria ter um.
Quando fez pela primeira vez o pedido, a minha irmã ficou surpreendida, mas depois percebeu que o que ela queria era um boneco e comprou-lhe uma bebé, a quem a S. chamou Rita.
A Rita é amamentada, é embalada, come à mesa, tem direito a história antes de dormir e a uma caminha confortável... enfim, tem tudo o que uma boa mãe de 2 anos pode dar a um bebé, incluindo muito amor e miminho.
Por isso, quando a minha irmã canta uma canção que diz "A Rita levou meu sorriso, no sorriso dela meu assombro (...)", a "mamã" diz logo: "Não, a Rita não levou o sorriso!"
É uma mãe muito protectora, a minha menina! :)

sábado, 11 de outubro de 2008

As variações de peso do meu filho são inversamente proporcionais às minhas. Ou seja, ele vai aumentando e eu diminuindo (o contrário ainda não aconteceu, felizmente).

A minha mãe anda preocupada e diz que eu estou a definhar (exagero de mãe!)

Noutro dia, numa conversa via skype entre a minha progenitora e um colega, ouvia-a dizer a seguinte frase: "The baby sucks my daugter".

Nem quero pensar no que terá passado pela cabeça do senhor ao ouvir isto...


P.S. A minha mãe depois veio perguntar-me se eu achava que "suck" era uma palavra demasiado forte para ela usar. LOL