quinta-feira, 15 de maio de 2008

Festa na aldeia dos macacos

Não querendo aumentar a ansiedade de ninguém, aqui vai uma coisinha para lembrar o tempo que falta para um dia muito especial...



Vai ser um dia lindo!!!

(e eu não vou poder lá estar... BUÁÁÁ!!!!)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

"Se precisares de alguma coisa, telefona!"

Os verdadeiros Amigos são pessoas que não esperam que lhes telefonemos a dizer que estamos mal...

Os verdadeiros Amigos contactam-nos e "andam em cima" de nós para saberem como estamos.

Nas últimas semanas tive várias demonstrações de verdadeira amizade, através de telefonemas ou afirmações como a de uma certa macaquinha que me disse que estava a vigiar-me via msn.

Mas tenho uma amiga que, estando geograficamente perto e tendo tempo disponivel, tem estado ausente. Fico um bocadinho magoada, confesso! (porque sei que ela poderia dar muito mais)

Continuo a gostar muito dela! Tal como gosto e admiro todos os meus amigos!

Não sei se tenho sido boa amiga. Esforço-me por não desiludir nem magoar os meus amigos, mas já aconteceu. E eu fiquei triste!

A verdadeira amizade não é um sentimento fácil... É feito de muita entrega, independentemente do que se recebe em troca... Exige muita compreensão e capacidade de desculpar, porque ninguém é perfeito!

Eu tenho a sorte de ter bons amigos! Poucos, mas bons!!! (faço muito a distinção entre conhecidos e AMIGOS)

Obrigada a todos pela amizade com que me têm presenteado!!! E desculpem qualquer coisinha...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Beijos



Hoje dei por mim a pensar em beijos...

Pensei como um beijo pode reflectir uma relação. A forma como beijamos diz muito sobre o que sentimos pela outra pessoa!

Aqueles dois beijos na cara (ou só um, para quem preferir) casuais (e diria até, um bocado "secos"), para as pessoas que cumprimentamos por boa educação. Os beijos que damos àqueles amigos que gostamos sempre de ver, mesmo quando os vemos todos os dias, e que têm sempre um sorriso a acompanhar. Os beijos com que cobrimos as crianças, pela ternura que nos suscitam. Os beijos "familiares" com que cumprimentamos os pais, irmãos e afins e que, mesmo que pareçam quase desprovidos de significado têm implicitos os laços que nos unem. Os beijos quentes que damos à pessoa por quem estamos apaixonados... Tantos beijos. Tantos significados.

Foi pelos últimos que mencionei (e pela pessoa a quem os dou e de quem os recebo) que o meu pensamento sobre este tema começou. A verdade é que uma relação amorosa, só por si, pode conter uma enorme panóplia de beijos com significados diferentes. Os mais "banais" são os de cumprimento ou despedida. E são também estes que mais dizem sobre a "temperatura" de uma relação.

De manhã despedi-me do meu companheiro de vida com um beijo e como sempre acontece, segui o meu caminho com o sorriso mental que esse beijo me deixou. E pensei como é bom estarmos juntos há oito anos e cada beijo continuar a ser tão especial!

Por isso, dedico este post ao homem da minha vida, que me dá os melhores beijos do mundo e me faz sentir amada todos os dias!

E aproveito para deixar aqui beijos, abraços e sorrisos para todos os meus amigos e familiares.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Eu não desapareci

Não tenho escrito, porque (felizmente) me foi dada alta e eu saí da minha prisão domiciliária.

Agora tenho de recuperar o tempo perdido em termos de trabalho e por isso estou mais ausente deste cantinho.

Voltarei dentro em breve!

Me aguardem... (ler com sotaque brasuca)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Prisão Domiciliária

Quando alguém me descreveu como semi-nómada foi porque eu não conseguia estar muito tempo no mesmo sítio. Tenho dificuldade em estar quieta.

Por isso, quando uma médica me diz que tenho de ficar de repouso absoluto ("e olhe que repouso absoluto é estar deitadinha e quietinha na cama") eu sinto logo que a coisa não vai correr bem...

Estou desde quinta-feira passada em casa, a passar 23 horas por dia deitada e o resultado tem sido muito tamborilar de dedos nos lençóis...

Ontem fui ao hospital, estive três horas e meia deitada numa maca, a soro (a desesperar por não poder sair dali), tentei portar-me o melhor possível e ainda tive de ouvir a médica a dizer que vou estar mais uma semana de repouso absoluto, para depois fazer a reavaliação da situação ("Mas prepare-se, porque provavelmente vai ter de ficar mais tempo em casa")...

SOCORRO!!!!!!

E eu que andava tão feliz porque o meu pártenér me disse há uns tempos que nós somos um bocado ciganos (ou seja, semi-nómadas) e que o nosso filho terá de ser como nós (Adorei sentir que posso ter uma cria semi-nómada, em vez de passar a ser uma mãe sedentarizada!!!)

terça-feira, 15 de abril de 2008

A primeira argumentação

Estava com a minha sobrinha, de 20 meses, a fazer um salame de chocolate e a explicar-lhe que o objectivo era ela partir as bolachas e não comê-las. Aparentemente, ela tinha percebido a ideia e até se estava a divertir a ajudar-me. Só que a tentação era muito grande... Ela até gosta tanto de bolachinhas... E até estava a fazer tão bem o seu trabalho... Não faria mal comer só uma (a juntar aos 3 bocados que já tinha comido, antes de perceber que o objectivo não era esse). Meteu-a à boca e quando eu a repreendi, a resposta foi:
- É fáxavôi...

Ou seja, a lógica dela é que se disser "se faz favor" pode fazer. Não está mal argumentado, não senhora!

(Claro que a minha reacção foi desatar a rir e deixá-la comer a bolacha)

domingo, 13 de abril de 2008

Obrigada, anjo da guarda!!!

Eu considero-me uma pessoa bastante sortuda! Pela família e amigos que tenho, pelas oportunidades que a vida me tem dado e pelo meu bom anjo da guarda, que me tem permitido escapar ilesa a alguns episódios surreais...

Várias vezes tenho ouvido comentários como "A ti, tudo te acontece" ou "Tu parece que tens sete vidas, como os gatos". E a verdade é que de cada vez que acontece mais um episódio há sempre alguém a fazer-me ver como podia ter sido grave, aquilo que não passou de um susto.

Assaltos à mão armada (eu tive mesmo uma pistola encostada à minha barriga...), vidros a cair-me em cima da cabeça, homens com um ar bastante suspeito a perseguir-me (esta aconteceu-me duas vezes, uma quando eu era criança e outra já em adulta...), uma companheira de natação a fazer-me ir ao fundo porque descobriu que não sabia nadar quando já estava "fora de pé" e achou por bem agarrar-se ao meu pescoço... Enfim, as aventuras vão-se sucedendo...

Há dois anos eu arranjei mais um elemento catalisador de aventuras (deve ser a minha tendência para o abismo)... um cachorrinho que tinha sido atropelado e que eu achei por bem acolher. A revolução causada por ele foi de tal ordem, que eu comecei a dizer que a minha vida se dividia em "Antem do Miró" e "Depois do Miró". Desde atirar-se ao rio, até ir à minha procura no meio da linha do comboio um minuto antes dele passar, este cão já fez de tudo um pouco. E o meu coração foi ganhando alguma resistência!

Mas ontem o meu coração voltou a parar...

Vinha a conduzir e reparei que se acendeu a luz de porta mal fechada. Como tinha aberto uma das portas de correr da carrinha, calculei que fosse essa. Na altura não dava para parar e entretanto as portas trancaram e o sinal apagou, deixando-me mais descansada. Quando ia a subir a Av. EUA, que estava bastante movimentada àquela hora, ouvi qualquer coisa e os carros que vinham atrás começaram todos a apitar. Olhei pelo espelho retrovisor e vi a bagageira, onde viajavam os meus dois cães, completamente aberta. Imediatamente a seguir vi a minha cadela no meio da estrada... Estando eu na faixa do meio, tive de passar para a direita e depois virei para a Av. Rio de Janeiro, atirei o carro para cima do passeio e fui à procura deles.

O meu cão (o tal maluco) estava no passeio, com um ar absolutamente aparvalhado (tipo: o que é que aconteceu???) e, enquanto eu olhava para todos os lados a tentar encntrar a cadela, um senhor disse-me que ela estava no meio da faixa de rodagem. "Se quiser, pego nesse enquanto a senhora vai atrás do outro" disse-me ele. Eu aceitei e fui a correr para o separador central, onde sôdona cadela estava, preparando-se para atravessar para o outro sentido. Atravessei, pus os cães no carro, fechei a bagageira e fui-me embora, ainda a tremer por todos os lados...

Quando cheguei a casa, sentei-me (ainda a tremer)e comecei a pensar no que poderia ter acontecido (meus ricos cãezinhos!!!) e, por outro lado, em toda a cena e como as pessoas que assistiram devem ter achado surreal ver dois cães a cairem de um carro e, logo a seguir, uma mulher barriguda a correr atrás de deles pelo meio da estrada... Ainda me ri!

Mais uma vez, tenho de agradecer ao meu Anjo da Guarda!

Mas olha, anjinho, vê lá se começas a ser menos exibicionista. Sim, porque eu já percebi que és também tu que crias as situações, para depois me safares delas!

:-)