terça-feira, 25 de março de 2008

O meu menino vai mesmo voar...

O meu maninho foi aceite em New York!!!!

Não sei se ele está preparado para ir viver para tão longe da família, mas ao mesmo tempo acho que é isso que ele neste momento quer.

Vai ser bom!

Estou muito feliz!!!

terça-feira, 18 de março de 2008

(Mais um momento de) Nostalgia

No fim de semana passado fui a um concerto de música clássica, que aconteceu num anfiteatro de uma antiga faculdade.

Quando entrei na sala (pela primeira vez) vieram-me à memória recordações dos meus tempos de liceu.

Acho que nunca mais tinha entrado num anfiteatro... Nunca mais me tinha sentado naqueles bancos de madeira corridos, com a tábua também corrida, a fazer de mesa...

Enquanto a senhora tocava piano fui recordando momentos de algumas aulas. A nossa histeria de adolescentes, os bilhetinhos, os testes, o sorriso da professora de fisico-química...

É engraçado como alguns momentos (e pessoas) nos ficam gravados...

Passado tanto tempo, naquele concerto recordei a minha professora de Fisico-Química, que me deu aulas quando eu tinha 13/ 14 anos e a minha professora de Música do 5º ano, quando eu tinha 10 anos...

Acho que só quando ficamos mais velhos percebemos a importância que certos professores tiveram para o nosso crescimento pessoal.

Obrigada a todos eles!

Estar grávida é...

Assustar-me com o aumento de peso num dia e no dia seguinte andar o tempo todo a tentar segurar as calças que caem de tão largas que estão...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Piroseiras

Porque todos nós temos as nossas piroseiras, eu decidi assumir a minha e colocar uma barrinha no topo do blog, para mostrar a minha gravidez e manter-nos a todos a par de quanto tempo falta para a data prevista.

Eu assumo: Gosto de ver quantos dias faltam!

Para os que não gostarem, têm bom remédio: não olhem para a borboleta; limitem-se a ler os posts.

:-)

Democracias

No sábado passado, a propósito da manifestação de professores, ouvi o Sr. Primeiro Ministro dizer uma coisa que considerei espantosa. Dizia ele qualquer coisa como que as pessoas não tinham nada que se queixar ou manifestar (e que as manifestações não tinham importância), porque sendo Portugal uma democracia, o povo vota para eleger um Governo e depois tem de se sujeitar às decisões dos governantes, sem reclamar.

O que é que eu pensei? Das duas uma: ou eu não sei o que é uma democracia ou esta afirmação vai dar barraca.

Como até hoje (5ª feira) ainda não tinha ouvido comentários sobre o assunto, achei que a inculta era eu. Fui ver e percebi. Afinal nós vivemos numa democracia representativa ou indirecta...

(eu continuo a achar que a afirmação do Sr. Primeiro Ministro é polémica, mas enfim...)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Estreei o meu colete amarelo!

De manhã, antes de sair de casa, olhei-me ao espelho e pensei "Eh pá, estou gira!" (Quem me conhece sabe que isto não é muito comum em mim). Ora, isto deu logo para que eu saisse bem disposta para mais um dia de trabalho.

Meti-me no carro e fiz-me ao caminho.

A certa altura, comecei a ouvir um barulho estranho... Baixei o volume do rádio e abrandei... Sim, efectivamente aquele barulho não era normal... E parecia barulho de pneu em baixo... Encostei à berma (eu estava no meio de um IC), liguei os 4 piscas, saí do carro com muito cuidadinho, dei a volta ao carro e, lá estava, aquele maldito pneu que já tinha esvaziado duas vezes (e que o mecânico dizia sempre que não estava furado) completamente em baixo...

E agora? Voltei para dentro do carro e pensei no que havia de fazer.

Qual é a primeira coisa que uma mulher faz quando tem um problema no carro? Ligar para um homem, claro! (O mais engraçado é que eu até sabia que tinha de ligar para a assistência em viagem, mas achei por bem ligar primeiro ao meu pai). A seguir a fazer o lógico para qualquer mulher, comecei a agir racionalmente: ligar para a assistência em viagem e colocar o triângulo. Mas para sair do carro (e aqui vem a parte que dá o título a este post) pensei que teria de vestir o colete reflector. E se bem o pensei, melhor o fiz. Vesti o meu belo colete amarelo e fui de triângulo na mão, a contar 30 passos (cheia de medo que algum carro se despistasse e viesse para cima de mim).

Quando regressei ao carro, achei por bem ligar a um amigo meu da Brigada de Trânsito (sim, eu tenho um amigo na BT) a perguntar se tinha de fazer mais alguma coisa, para que a minha viatura estivesse dentro da legalidade (era só o que mais faltava, para além de um pneu em baixo, ainda apanhar uma multa). Este telefonema pode parecer irrelevante, mas não é, porque ele deu-me informações importantes:

- Se optar por ficar fora do carro, não ficar entre a viatura e os rails, porque se algum carro se despistar e vier contra o nosso, arriscamo-nos a ficar esmagados...
- Se optar por ficar dentro do carro,colocar sempre o cinto de segurança, para que, no caso de haver um embate, o impacto seja menor.

Pouco depois, ligou o senhor do reboque a perguntar qual era o problema. Disse-lhe que tinha um pneu em baixo,provavelmente furado. "Então e a senhora não tem aí outro, para trocar?!" (já me tinham dito que o pessoal da assistência em viagem fica muito irritado quando é chamado para trocar pneus), ao que eu respondi calmamente "Olhe, eu ter pneu suplente até tenho, mas já tentei trocar uma vez e não consegui e neste momento estou grávida, pelo que não me vou pôr a trocar um pneu sozinha, no meio de um IC". Passado um bocado, o senhor voltou a ligar, dizendo que demoraria mais cerca de 5 minutos e acrescentou "Mas não se enerve, está bem?!"

O senhor chegou, tentou mudar o pneu, percebeu que não conseguia, levou-se o carro para a oficina, o senhor da oficina disse que eu tinha de comprar uns pneus novos,pq aquele obviamente não estava bom, e substituiu os pneus (o furado e o outro da frente). Com isto tudo, um problema de pneu em baixo demorou duas horas e meia a resolver... :-S

Paguei 135€ e foi porque os pneus estavam em promoção. Mas como dizia a minha avó, "Vão-se os anéis, fiquem os dedos". Eu estou bem e não cheguei a ter nenhum acidente!

Pequenos apontamentos:
- Achei piada ao senhor do reboque, que me disse que quando eu lhe referi que estava grávida e sozinha ficou logo preocupado em chegar mais depressa e em fazer tudo para que eu me mantivesse calma.

- Hoje, pela primeira vez, compreendi a sensação das mães que querem guardar os filhos dentro de si. Senti que o mantinha em segurança. Senti que se estivesse naquela situação, a sentir o meu carro a abanar de cada vez que passava um camião,e tivesse comigo um bebé, estaria muito mais apreensiva... Assim, fui conversando com ele e até lhe expliquei como estava feliz de ele estar quentinho e sossegado dentro da minha barriga! (Acho que hoje me senti Mãe pela primeira vez!)

segunda-feira, 3 de março de 2008

O menino que ganhou asas

Era uma vez um menino pequenino. Era uma vez uma mana mais velha muito protectora.

Era uma vez um menino que cresceu e se tornou um adolescente. Era uma vez uma mana mais velha que foi fazendo os possíveis por acompanhar o crescimento do menino,sem o hiper proteger.

Era uma vez um menino que decidiu seguir os seus sonhos e voar para o outro lado do Atlântico, para tentar a sua sorte. Era uma vez uma mana que ficou deste lado a torcer para que corresse tudo bem e em segurança.

Era uma vez um menino-homem e a sua mana que o queria pequenino, mas gostava muito de o ver crescer e lutar pelos seus sonhos.

Era uma vez um menino em Nova Iorque, nervoso porque daí a umas horas iniciaria os exames de pré-selecção para a escola onde sonhou estudar. Era uma vez uma mana em Lisboa, nervosa por querer que corresse tudo bem e com emoções contraditórias...


Eu sei que ele já sabe tomar conta de si, mas ainda o vejo como o meu mano pequenino...Eu sei que este é o grande sonho dele, e por isso quero que ele consiga entrar, mas vai-me custar tanto estar sem ele...