Hoje perdi o meu filho!
Durante uns minutos (não sei quantos, mas pareceram-me horas) eu realmente não sabia onde ele estava.
Chamem-me desleixada, negligente,... o que quiserem! Tudo o que me possam chamar não me fará sentir pior que aqueles momentos!
Um defeito que o meu filho tem e que eu já tentei corrigir de diversas formas (todas infrutiferas) é desatar a correr e nem olhar para trás, para ver se vê a mãe ou o pai. Até hoje, sempre o consegui manter debaixo de olho e, fora uma vez em que deixei de o ver numa loja, porque ele estava no meio dos expositores de roupa, nunca tinha sentido que ele tinha desaparecido.
Estávamos no centro comercial e o mini-seminomada (mais uma vez) começou a correr desenfreadamente. Chamei-o várias vezes, mas nestas alturas o rapaz tende a ter "ataques de surdez"... O local onde estávamos formava um quadrado de lojas à volta das escadas rolantes. Como vi que ele estava a dar a volta (ou seja, a percorrer o quadrado) fui ao encontro dele. Num momento, estava a ver o reflexo dele no vidro de uma loja e no momento seguinte, ao virar a esquina, deixei de o ver. Olhei bem para o percurso que o tinha visto fazer e nada. Recuei, para ver se ele teria decidido inverter o sentido da marcha para vir ter comigo e nada. Como estávamos perto das escadas rolantes, pensei que poderia ter acontecido ele ter decidido meter-se pelas escadas. Olhei para cima, olhei para baixo... nada. Ele levara sumiço!
Lembrei-me que estava perto de um balcão de informações e pensei que o melhor era dar o alerta, quanto mais não fosse, porque assim teria mais gente a ajudar-me a procurar nos vários pisos (a ideia de ele ter subido ou descido pelas escadas rolantes não me saia da cabeça). Preferia ser considerada mãe negligente a perder o meu filho de vez!
A senhora do balcão pegou imediatamente no telefone e começou a perguntar-me que idade ele tinha e como estava vestido. À medida que eu ia falando, ela ia transmitindo a informação ao segurança. Impecável!
De repente, lembrei-me que exatamente na esquina em que deixei de o ver, há uma loja de roupa que costuma ter TV ligada com desenhos animados (já me deu jeito algumas vezes) e ao descermos do piso superior e passarmos à porta dessa loja ele tinha-me pedido para ir lá ver bonecos. Deixei a senhora a dar detalhes ao segurança e saí a correr. Quando cheguei ao fundo da loja, lá estava sua excelência, a conversar com um menino e a ver desenhos animados.
O que senti naquele momento foi um misto de alivio (muito, muito, muito alivio) e zanga (por ele ter fugido e, confesso, por estar com um ar tão descontraído, de quem ainda nem sequer tinha pensado que a mãe não estava ali). Abracei-o, disse-lhe que me tinha pregado um grande susto, peguei nele ao colo e fui ao balcão das informações dizer que já o tinha encontrado e agradecer à senhora.
Já se passou mais de uma hora, ele está sossegadinho na sua cama a dormir a sesta, mas o aperto no meu peito ainda não passou completamente...
1 comentário:
já mais calma?
que grande susto... daqueles q infelizmente eles adoram pregar-nos!
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