quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Primeiro nome: Mãe

Hoje lembrei-me disto, ao registar no meu telemóvel um número como "Mãe do S."

Não faço ideia como se chama a mãe do S... Só sei que precisei de registar o número dela, porque o seu filho é o melhor amigo do meu e hoje vou buscar os dois e levá-los para minha casa. (O meu filho já leva amigos para casa!!!)

É uma identidade que ganhamos quando os nossos filhos nascem. Passamos a ter um outro nome: Mãe/Pai daquela criança. Na escola é por esse nome que nos tratam, se vamos a uma consulta médica com a criança, também é assim que nos chamam e para os amigos dele (e respectivos pais) é isso que somos.

Hoje registei pela primeira vez um número como "Mãe de..." um amigo do meu filho. Um amigo que não é filho dos meus amigos. Um amigo escolhido por ele. Eu e a mãe dele somos apenas isso mesmo: Mãe do amigo do filho. Gosto disso, porque revela que já sabem fazer as suas escolhas e estão a começar a sair de debaixo das nossas asas! :D

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mãe galinha, mas não muito

O Mini-seminomada foi pela primeira vez a uma visita de estudo.
Sempre achei que quando este dia chegasse eu teria receio de o deixar ir e quereria ir atrás do autocarro para me certificar que corria tudo bem. Mas afinal não foi isso que aconteceu... Quando soube que a Escola ia levá-los a passear, assinei a autorização sem hesitar e até sorri ao pensar "Vai ter a sua primeira visita de estudo... Está tão crescido!"
Hoje foi o dia e eu ainda achei que ficaria apreeensiva. Mas tenho estado calma, a pensar que espero que ele tenha gostado do teatro (foram ver um teatro de fantoches) e ansiosa por ouvir o que ele terá para contar quando eu o for buscar.
Parece que afinal não sou tão "Mãe-galinha" quanto pensava...

sábado, 10 de dezembro de 2011

A força que não tenho

Em Maio fiz uma viagem de avião e conheci um jovem que me encantou. Tinha 19 anos, mas parecia mais velho. Era muito bem educado e, segundo os meus estereótipos, tinha ar de ser de "boas famílias". Contou-me um pouco da sua história e do que fazia ali.
Quando acabou o 9º ano de escolaridade, decidiu que não queria ir para o curso de carácter geral e enveredou pelo ensino técnico-profissional. Ao fim de três anos, terminou o curso, com equivalência ao 12º ano. Decidiu fazer o exame nacional de matemática, para mostrar aos pais que não ia para a faculdade apenas e só porque não queria. Teve 18 no exame.
Naquele momento ia a caminho de Paris, porque lhe tinham feito uma oferta de emprego naquela cidade e ele tinha aceite.
Não sei sequer o nome dele, mas acho que uma pessoa com uma determinação destas irá longe!
Aos 31 anos gostava de saber defender tão bem aquilo que quero como ele sabe aos 19!
Eu sinto que enveredei recentemente por um caminho que não é o que quero por não ter coragem de assumir perante a minha família que sou diferente e porque não consigo atingir o objectivo que eu realmente queria...
Tenho pensado tanto no rapaz do avião... Desejo-lhe toda a felicidade do mundo!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

É mais ou menos isso

Mais umas do mini-seminomada...

Situação 1: Seminomada e sua cria foram de comboio visitar a familia. A certa altura da viagem tivémos de trocar e fazer o resto do percurso de auto-motora. Eu expliquei que era um comboio mais pequeno e que tinha esse nome (auto-motora). Ele repetiu, mas a palavra era nova...
Quando chegámos, contou à avó a sua viagem:
Ele - Eu vim no comboio, avó!
Avó - Foi?! E gostaste?
Ele - Sim!
Eu - Sabes dizer à avó como se chamava aquele comboio mais pequenino?
Ele - Avó, eu andei também num comboio mais pequenino. Chamava-se... Doutora!
(Auto-motora... Doutora... até nem soa muito diferente... LOL!!!)

Situação 2: Mini-seminomada sozinho em casa com a mãe Seminomada. O pai estará ausente toda a semana em trabalho. Mini-seminomada diz que quer o pai e, depois de falar com ele ao telefone, refere que gostava que ele estivesse em casa, porque não quer que o pai esteja sozinho. Mãe explica que o pai não está sozinho, porque está com colegas.
Ele - O pai está nos escorregas?! (colegas/ escorregas)
Eu - Ahahahah!!! Não, filho, o pai está com alguns colegas.
Ele - O pai está com os escorregas...
Eu - Ahahahah!!! Com colegas, filho!
Ele - O pai está nos escorregas! (a rir-se, porque embora não saiba bem porquê, já percebeu que disse qualquer coisa com graça)

E pronto, eu ando cada vez mais babada com o meu menino, que já não é um bebé, conversa imenso, expressa bem o que quer e é uma óptima companhia!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Para desanuviar do post anterior

Mãe Seminómada a calçar os sapatos ao mini-seminomada:
Eu - Vá, deixa-me apertar os atacadores!
Ele - Atacadores?!?! (ele está habituado a sapatos de velcro)
Eu - Sim, isto são os atacadores do teu sapato.
Ele - Porquê? Eles vão atacar?

(LOL!!!)

Aceitam-se críticas!

Hoje perdi o meu filho!
Durante uns minutos (não sei quantos, mas pareceram-me horas) eu realmente não sabia onde ele estava.
Chamem-me desleixada, negligente,... o que quiserem! Tudo o que me possam chamar não me fará sentir pior que aqueles momentos!
Um defeito que o meu filho tem e que eu já tentei corrigir de diversas formas (todas infrutiferas) é desatar a correr e nem olhar para trás, para ver se vê a mãe ou o pai. Até hoje, sempre o consegui manter debaixo de olho e, fora uma vez em que deixei de o ver numa loja, porque ele estava no meio dos expositores de roupa, nunca tinha sentido que ele tinha desaparecido.
Estávamos no centro comercial e o mini-seminomada (mais uma vez) começou a correr desenfreadamente. Chamei-o várias vezes, mas nestas alturas o rapaz tende a ter "ataques de surdez"... O local onde estávamos formava um quadrado de lojas à volta das escadas rolantes. Como vi que ele estava a dar a volta (ou seja, a percorrer o quadrado) fui ao encontro dele. Num momento, estava a ver o reflexo dele no vidro de uma loja e no momento seguinte, ao virar a esquina, deixei de o ver. Olhei bem para o percurso que o tinha visto fazer e nada. Recuei, para ver se ele teria decidido inverter o sentido da marcha para vir ter comigo e nada. Como estávamos perto das escadas rolantes, pensei que poderia ter acontecido ele ter decidido meter-se pelas escadas. Olhei para cima, olhei para baixo... nada. Ele levara sumiço!
Lembrei-me que estava perto de um balcão de informações e pensei que o melhor era dar o alerta, quanto mais não fosse, porque assim teria mais gente a ajudar-me a procurar nos vários pisos (a ideia de ele ter subido ou descido pelas escadas rolantes não me saia da cabeça). Preferia ser considerada mãe negligente a perder o meu filho de vez!
A senhora do balcão pegou imediatamente no telefone e começou a perguntar-me que idade ele tinha e como estava vestido. À medida que eu ia falando, ela ia transmitindo a informação ao segurança. Impecável!
De repente, lembrei-me que exatamente na esquina em que deixei de o ver, há uma loja de roupa que costuma ter TV ligada com desenhos animados (já me deu jeito algumas vezes) e ao descermos do piso superior e passarmos à porta dessa loja ele tinha-me pedido para ir lá ver bonecos. Deixei a senhora a dar detalhes ao segurança e saí a correr. Quando cheguei ao fundo da loja, lá estava sua excelência, a conversar com um menino e a ver desenhos animados.
O que senti naquele momento foi um misto de alivio (muito, muito, muito alivio) e zanga (por ele ter fugido e, confesso, por estar com um ar tão descontraído, de quem ainda nem sequer tinha pensado que a mãe não estava ali). Abracei-o, disse-lhe que me tinha pregado um grande susto, peguei nele ao colo e fui ao balcão das informações dizer que já o tinha encontrado e agradecer à senhora.
Já se passou mais de uma hora, ele está sossegadinho na sua cama a dormir a sesta, mas o aperto no meu peito ainda não passou completamente...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Funciono a energia solar

O Verão alargado estava a saber-me tão bem!!!
Eu sei que a água faz falta para a agricultura (e não só), também sei que o S. Pedro tem de agradar a "gregos e troianos" e há mesmo gente que gosta de dias chuvosos e com frio, mas eu gosto mesmo é do calor e custa-me a chegada do Inverno.
Gosto de andar só com uma camada de roupa, de acordar de manhã e ver os raios de sol a entrar pelas nesgas do estore, de dormir com a janela um bocadinho aberta, de chegar ao fim do dia de trabalho e ainda dar um salto à praia e ver o sol por-se no mar, de passar tempo em esplanadas, de comer melancias, meloas, melões e pessegos e até gosto daqueles dias em que toda a gente se queixa do calor sufocante (este ano não tivémos muitos dias desses, diga-se)
Não gosto de chuva, nem de frio, nem de nevoeiro, nem daquela horrivel sensação de por-muita-roupa-que-vista-não-deixo-de-ter-frio. E não, uma caneca de chocolate quente, uma manta e um domingo passado no sofá não me fazem gostar mais do Inverno (embora aliviem um pouco a sensação de desgostar). Gosto do meu edredão de penas e é só.
Ainda por cima, desde que começou a chover, o mini-seminomada todos os dias diz que quer comer melancia.
Para agravar ainda mais, trabalho num local que inunda quando chove muito (no Inverno passado saimos dois dias com água pelo meio das canelas).
Pensei em comprar umas galochas giras, para ver se animava. Mas eu não gosto de galochas...
Resta-me esperar para ver se o S. Pedro decide antecipar a Primavera. Ou então também podia mandar um bocadinho de neve. Já que tenho que aguentar o frio, então que viesse também neve, para dar alguma graça...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A vontade de conhecer novos caminhos

Ontem levei o carro para o trabalho e, no regresso a casa, a entrada para a A1 estava bloqueada com pinos.
Como às vezes acontece a auto-estrada estar fechada por causa de um acidente ou obras, segui em frente, pela A10 (achava eu), que é um caminho que já fiz outras vezes e que, embora seja um pouco mais longo, compensa em algumas situações. Só que o desvio para essa auto-estrada era na bifurcação seguinte... Percebi isso quando vi uma placa que indicava o caminho para Benavente e Almeirim. Por um momento fiquei confusa,mas no momento seguinte pensei "Oh não, estou na Ponte das Lezírias..."
A ponte nunca mais acabava e eu liguei para uma amiga minha que vive em Benavente para lhe perguntar qual era a melhor forma de sair dali. Ela riu-se, avisou-me que a ponte tinha 14 Km e disse-me para sair em direcção a Benavente/ Salvaterra de Magos, passar a portagem, na rotunda voltar para trás e fazer a Ponte em sentido contrário.
Eu saí para Benavente e a seguir vi outra placa a dizer a mesma coisa e umas portagens em frente. Como ela me tinha falado em portagens, o meu raciocinio foi que para Benavente não se devia pagar. Por isso, segui para as portagens. Deviam ver a cara da senhora que lá estava, quando eu lhe pedi indicações... "Tem a certeza que quer ir para Lisboa? É que por aqui vai dar à auto-estrada para o Algarve... (WHAT?!?!)Devia ter virado para Benavente, passava as portagens e na rotunda voltava para trás... Agora não sei que lhe diga..." Praguejei baixinho e tentei respirar fundo. A senhora deu-me as indicações que conseguiu e eu segui viagem.
Liguei para a minha amiga e contei-lhe o que tinha acontecido. Ela riu à gargalhada e foi a recordação dessas gargalhadas que me foi dando animo para o longo caminho (ao menos fiz alguém rir).
Uma hora depois de ter saído do meu local de trabalho estava a atravessar a Ponte Vasco da Gama, aliviada por estar quase a chegar a casa e a pensar que tinha de ir com cuidadinho, que só me faltava ser multada por excesso de velocidade ou ter um acidente.
Demorei 1h15 a fazer um percurso que costumo fazer em 40min. Paguei 4.35€ de portagens em vez dos 1.20€ do costume.
Mas cheguei direitinha e isso é que é realmente importante!
Na verdade, esta foi uma oportunidade de conhecer novos caminhos. Já não posso dizer que nunca passei na Ponte das Lezírias e quando finalmente fôr visitar a I. e o M. a Benavente já sei fazer a maior parte do caminho :-)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mudei de raça

Hoje fui cortar o cabelo à hora de almoço.
Gostei do resultado. Para além de achar que ficou bem cortado, estou com um ar penteadinho (o que só acontece mesmo nestes dias...) sem parecer que vou levantar vôo ou que sou uma dondoca.Ou seja, cabelo esticadinho, mas com um ar natural.
O problema é que escadeei a parte da frente e o efeito do secador faz com que o cabelo me esteja sempre a vir para a cara...
Se há uns tempos achava que parecia um galgo afegão, agora então pareço um cão d'água.
Secalhar ainda mando uma foto minha ao Sr. Barack Obama, para ver se ele me contrata para trabalhar na Casa Branca (pronto, agora já estou mesmo a delirar!)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Coisas de Mini-seminomada VII

A educadora do mini-seminomada disse-me que acha que ele não presta muita atenção quando ela está a contar histórias e deu como exemplo "A Galinha Ruiva", que foi uma das últimas a ser contada.

Para tentar perceber até que ponto ele tinha ou não ouvido a história, pergunte-lhe se a conhecia e como era. Ao que ele me respondeu:

- A Galinha Ruiva encontrou o ganso, o porco, o gato, um dinossauro e uma alforreca.

Disse isto e começou a rir-se.

Senhora Educadora: Ao que parece, o Mini-seminomada ouviu e percebeu a história. Achou foi que talvez precisasse de um pouco mais de animação...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Privacidade no espaço público: Facebook versus Blog

Ando há uns dias a pensar neste texto, porque recentemente aconteceram algumas situações que me levaram a pensar. De que forma é que a privacidade de uma pessoa poderá ficar mais exposta se revelar assuntos pessoais? Num blog público, onde não se identifica pelo seu próprio nome ou no facebook, com as definições de forma a que os dados só estejam disponiveis para os amigos?
Supostamente, seria num blog público (acho eu), mas na realidade,as definições do FB podem ser um tanto ou quanto enganosas...
Imaginemos uma situação tão simples quanto esta: A minha amiga Flor decide colocar uma foto do seu bebé, pensando que só as pessoas que são "amigas" dela é que veêm. Mas eu fico encantada e decido comentar "Tão lindo!!!". Imediatamente na página dos meus amigos, que poderão não ser amigos dela, aparece "Seminomada comentou a foto de Flor", acompanhado da foto do bebé. Da mesma forma, se eu for identificada (tagged) numa foto ou comentário, os meus "amigos" também vêem. Ou seja, desde que haja um "amigo" comum, muito facilmente se consegue aceder a informação relativa a pessoas que não sejam nossas "amigas"...
Num blog público eu posso dizer o que me apetecer e manter uma identidade oculta, só conhecida por uma minoria dos meus leitores. E se um dia eu decidir que esta exposição me incomoda, privatizo o blog e saberei que só o lê quem eu deixar.
Enfim, este desabafo vem na sequência de várias situações menos agradáveis que me aconteceram no FB e que me fizeram ter vontade de acabar com o meu perfil e começar tudo de novo, só com as pessoas que são realmente minhas amigas.
A internet é efetivamente um mundo que pode ser perigoso e exige que se pense bem antes de fazer ou escrever o que quer que seja...
Ora eu sempre fui uma pessoa impulsiva... Secalhar o problema é mesmo meu, que não tenho jeito para estas "modernices".

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Não me podia ter saído uma menina que adorasse barbies, não?!

Ontem o pai da minha criança estava a mostrar-nos uma gravação de um jogo de futebol a que foi na 4ª feira (sim, ele vai aos jogos e deixa a gravar em casa...) em que ele aparece nas bancadas, juntamente com o pai dele e uns amigos.
O mini-seminómada viu e ao princípio até achou graça, mas depois desatou numa choradeira enorme e dizia:

- Eu quero ir ver o futebol ao Estádio da Luz com o pai e o avô!!! Eu quero-me ir embora de casa!!! Eu quero ir ao Estádio da Luz!!!

O pai ria-se, com um ar orgulhoso e olhava para mim, com ar de "Vês?! Ele quer ir" (o pai anda a tentar convencer-me a deixar a criança ir com ele ao futebol)
Eu peguei nele, mostrei-lhe as imagens e perguntei
- Vês ali algum menino pequenino como tu? Não, pois não? Tens de esperar mais uns anos e quando fores crescido vais com o pai e o avô.

Tenho de me mentalizar que tenho um filho que gosta de futebol e que daqui a uns anos vai querer ficar duas horas em frente à TV e gastar balurdios de dinheiro para ir ao estádio ver os jogos. Mas é só daqui a uns anos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sei que o meu cabelo está a ficar comprido...

... quando ele começa a não ter jeitos, fica escorrido e teima em "organizar-se" com risco ao meio (por muito que eu o penteie para o lado), fazendo-me ficar parecida com um galo afegão.



(A comparação pode parecer exagerada, mas se eu pusesse aqui uma foto minha ao lado, veriam como eu e este bichinho estamos parecidos)

Altos e baixos

Hoje recebi uma notícia que me deixou feliz e me aumentou a auto-estima.
Mas tenho estado a ter um dia de trabalho um bocado stressante e até angustiante... Isto levou a que a minha felicidade durasse apenas alguns minutos e depois fosse escondida a um cantinho, para ser saboreada mais tarde...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Coisas de Mini-seminomada VI

Ontem disse-lhe que iamos sair para comprar uma prenda de aniversário para uma menina chamada Maria Inês. Passado um bocado, pedi-lhe que se calçasse para sairmos e ele perguntou:

- Vamos a casa da menina-chinês?

:D

Coisas de Mini-seminomada V

No primeiro dia de escola, depois de um fim de semana a ser mentalizado para o reencontro com amigos, educadora e auxiliar, percebeu que estávamos mesmo a falar a sério e teve as seguintes saídas:
Em casa e ainda com calma "Já te disse que a Escola está fechada e eu estou de férias!"
A descer as escadas do prédio, a chorar e aos gritos "Não, mãe, volta para trás! Nós esquecemo-nos de qualquer coisa!"
Na escola, à porta da sala, vermelho e a suar de tanto gritar, com a educadora a tentar ajudar-me a acalmá-lo "Mãããeee, eu quero ficar contigo!!!"
Fiquei mais um bocado com ele na sala, fui-lhe dizendo para ir brincar com os meninos e ir explorar a sala nova e ele acabou por acalmar, parar de chorar e ir timidamente explorar o território. Dei-lhe um beijo, vim-me embora e no final do dia disseram-me que ele não voltou a chorar.
Nos dias que se seguiram tem sido o pai a levá-lo e ele chora, mas cada vez menos. Hoje já só chorou quando entrou na escola.
É por isto que eu prefiro que seja o pai a levar e eu a ir buscar...
Vida de mãe é dura!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sobrinhos do Coração

Pela minha experiência de vida, fui aprendendo que família não é só aquela em que nascemos, mas também aquela que construímos e que adoptamos. No fundo, esta é a família que escolhemos.
Eu tenho quatro sobrinhos. Uma biológica e três do coração. Da sobrinha biológica já falei várias vezes neste blog. Hoje vou escrever sobre os meus sobrinhos do coração.
Não sou daquelas pessoas que acha que todos os amigos são tios/as do meu filho ou que me assumo como tia dos filhos dos meus amigos.
Mas os três filhos de um casal de amigos meus são especiais!
Quando os conheci eram só dois: uma menina com quatro anos e um menino com dois. Desde o dia em que os conheci que entraram de uma forma arrebatadora no meu coração e na minha vida!
A Pocahontas foi assim baptizada por mim por ser muito morena e porque houve uma altura em que, como preparação para o casamento de um tio, a mãe quis que ela tivesse o cabelo bem comprido, o que lhe dava um ar ainda mais de indiazinha. Sempre foi uma menina decidida, vaidosa e faladora (lembro-me de uma viagem que fizemos para o Alentejo, em que ela foi comigo no carro durante três horas e não se calou um minuto…). Quando era pequena gostava muito de me fazer penteados “originais “, enfeitando todo o meu cabelo com ganchinhos e elásticos de várias cores, lacinhos, peixinhos e florzinhas. Quando acabava os penteados, olhava para mim e começava a rir à gargalhada (dá para imaginar o estado em que eu ficava, não dá?!)
O meu Tigrezinho sempre foi bem diferente da irmã. Assim baptizado por imitar um tigre de uma forma muito engraçada e melhor do que algum dia eu tinha visto alguma criança imitar, era e continua a ser uma criança muito sensível e afectuosa. Quando era pequenino tinha uma energia inesgotável e chegava ao ponto de, se lhe diziam para estar quieto, ficar no mesmo sítio, mas sempre aos pulinhos. Estava sempre a armar confusão e a fazer asneiras, devido à sua energia. Era “pastelão” a comer, porque se distraia com tudo o que estava à volta e ria por tudo e por nada. Os abraços dele, com aqueles bracinhos pequeninos e magrinhos, enchiam-me completamente e derretiam o meu coração.
O Leãozinho nasceu quando os irmãos tinham 5 e 3 anos e, enquanto era bebé, era um bonacheirão. Calmo e bem disposto, adorava observar os irmãos e cedo começou a “infiltrar-se” nas brincadeiras deles. A alcunha foi dada com base no signo do zodíaco e na “juba” cheia de caracóis que ele tinha em bebé e que tão bem enquadrava a sua cara bochechuda. Tal como a irmã, é determinado (acho que ainda mais que ela) e não desiste enquanto não leva a sua avante. Embora seja 3 anos mais novo que o irmão, acho que os diferentes feitios e o facto de serem quase da mesma altura faz com que pareçam da mesma idade.
Quando eles eram pequenos eu trabalhava por turnos e tinha bastante tempo para estar com eles. Mas há 6 anos comecei a trabalhar das 9h às 17h e a disponibilidade passou a ser mais ao fim de semana. Depois nasceu o mini-seminomada e ainda fiquei com menos tempo… Enfim, resumindo, há mais de um ano que eu não estava (estar mesmo, com tempo) com estes meus sobrinhos. E isso custava-me…
Há uns dias, o Tigrezinho fez 10 anos e eu fui a casa deles. O que senti foi que, embora já não estivéssemos tão à vontade uns com os outros, o sentimento estava lá. E a vontade de estarmos juntos também!
A Pocahontas, agora com quase 12 anos e uma autêntica adolescente, veio receber-nos às escadas. Não resisti a dar-lhe um abraço!
Cada vez que olho para os meus meninos apetece-me que fiquem para sempre no meu campo visual! Cada vez que lhes dou um beijo ou um abraço apetece-me que dure para sempre! É claro que não pode ser porque, para além de termos vidas diferentes, eles estão cada vez mais crescidos e não querem ter uma tia chata e beijoqueira atrás deles.
Ah, mas de uma coisa eles não se livram, que é de uma declaração pública, neste blog, de que ELES SÃO OS SOBRINHOS MAIS LINDOS E MARAVILHOSOS QUE UMA TIA PODE TER!!!!
Obrigada, M, G e S! Vocês fazem de mim uma tia muito orgulhosa e babada!!!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Maternidade é... III

Estar sentada na sanita a fazer xixi e ele entrar na casa de banho e sentar-se ao meu colo para conversar comigo.

(ou seja, acabou-se a privacidade)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Não sei o que dizer perante uma noticia destas

O que me passa pela cabeça é que uma criança de 6 anos já percebe perfeitamente o que se passa. Que angústia não terá este menino sentido?!

E a mãe da criança? Ninguém merece isto! Nenhum conflito justifica uma vingança destas...

Estou em choque!

Ser Mãe - O mundo dentro de nós

Qualquer mulher que já tenha estado grávida sabe o que é a sensação de ter dentro de nós uma preciosidade ENORME e sentir o privilégio daquela primeira relação com o bebé, que é só nossa.
Sentimos, de facto, que temos o mundo na barriga, mas isto?!
Adorei!!! :-D

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Coisas de Mini-seminomada IV

(Para contrapor ao post anterior)

Ao jantar, o Mini-seminomada não queria comer a sopa sozinho.
Eu disse-lhe que ele já não era nenhum bebé, para ter a mãe a dar comida à boca. Afinal de contas, ele fez 3 anos.
Resposta imediata:
"Não, não, eu tenho dois anos!"

Para quem possa achar que esta resposta foi porque ele ainda não se mentalizou que tem três anos, deviam ver o sorriso malandro que ele fez a seguir... lol

terça-feira, 19 de julho de 2011

Coisas de Mini-seminomada III

O mini-seminomada estava a ver um DVD com músicas, sentado no sofá. Eu entrei na sala e comecei entusiasticamente a bater palmas ao som da música. Sem tirar os olhos da TV, ele disse-me "Oh mãe, pára com isso! Vá, senta-te aqui e ouve a música"
E é assim... Parece-me que tenho filho que, aos 3 anos, acha que já é pré-adolescente...
Hoje estou com umas saudades inexplicáveis do meu filho...
Apetecia-me que a escola dele tivesse daquelas câmaras que permitem aos pais acompanharem o dia do seu filho...

São dias, pronto.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Insanidade de mãe...

Percebo que estou a ultrapassar os limites do razoável quando, ao remexer a minha mala em busca de um pacote de pastilhas, encontro um garfo e um saquinho com um par de cuecas do meu filho lá dentro...

Sem comentários!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

3 anos de Mini-seminomada

Há 3 anos que sou mais feliz!
Sinto-me uma pessoa mais completa!
Todos os dias me fazes sorrir e, mais do que isso, todos os dias nos rimos à gargalhada um com o outro (não há nada melhor no mundo do que rir contigo!!!)
Dizem-me frequentemente que és uma criança simpática e, de cada vez que alguém o diz, toda a minha alma se ilumina!
Os teus beijos são os mais doces e os teus abraços os mais ternurentos!
Falas pelos cotovelos e andas sempre apressado (a quem sairás?! LOL)
Sabes que eu não resisto ao teu sorriso e jogas com isso (e eu gosto)!
Às vezes fazes umas birrinhas que eram dispensáveis, mas tudo o resto compensa isso.
És um filho perfeito e, por muito que cresças, serás sempre o meu bebé!

Adoro-te, meu Amor pequenino!!!
Às vezes sabe mesmo bem falar com o espelho. Ele não critica, não julga, não goza nem discute. Quando aquilo que preciso é apenas de falar, ele é o melhor ouvinte.

Non sense?! Talvez...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Bonjour!!!

Hoje acordei com esta música na cabeça.
Vão-me desculpar, mas como eu vi vezes sem conta a versão brasileira, é mesmo essa que está na minha cabeça e não a versão original.
Mas ponho ambas, para que depois ninguém diga "Devias ter posto a versão original, que é muito mais gira".






Gosto de tudo! Da música, da confusão, das personagens...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vamos lá a ver se consigo recapitular

Hoje o mini-seminomada não quer dormir. Da última vez que me chamou, deitei-me ao lado dele e ele explicou-me coisas importantíssimas, que passarei a tentar reproduzir.
Segundo ele, estava na rua um robot e um fantasma. O robot tinha de ter cuidado, por causa da girafa... ou do elefante. Depois veio o cavalo. Na Quinta há muitos animais: patos, cisnes, burros...e também há um abecedário. Estão lá todas as letras. E nas letras há muitos animais. Z de zebra. H de cavalo ("Não, filho, C de cavalo"). R de rato. O rato foi passear. E o S? O que é que faz "ssssss"? É a cobra chamada serpente. ("É sim, filho, mas agora vais dormir, está bem?!"). Dei-lhe um beijinho e saí do quarto.
Passados uns 2 ou 3 minutos chamou-me para me dizer, com toda a calma do mundo, que estava um tyranossaurus rex na rua.
Entretanto, ele voltou a falar alto e eu levantei-me para ir ao quarto, mas não cheguei a entrar. Estava a falar sozinho e dizia "Está ali um monstro. Oh, não, ele tem de ter cuidado com os legos!"
Parece-me que a noite promete...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ser mãe (ou talvez não...)

Por favor, digam-me que isto é uma caricatura!
Digam-me que estas pessoas não existem!
É que, para mim, ser mãe não é isto.
Eu, enquanto mãe, sou a pessoa que sabe quantas vezes ele tossiu durante a noite, que temperatura teve e quando, como está o seu apetite, etc, etc, etc... Pensar que existem "mães" que nem sequer sabem dizer desde quando duram os sintomas... Causa-me arrepios!!!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vocação para ser feliz

Um dia, há alguns anos, ouvi uma amiga da minha mãe dizer que o irmão dela não tinha "vocação para ser feliz".
Achei graça à expressão e a verdade é que cada vez percebo melhor o que ela queria dizer. Há pessoas que, por muitas coisas boas que lhes aconteçam, por muita sorte que tenham na vida, arranjam sempre forma de ver o lado mau e de se sentirem infelizes.
Outras pessoas, pelo contrário, arranjam sempre (ou quase sempre) forma de se sentirem felizes com o que têm, por pouco que seja.
Não compreendo porque é que há pessoas que têm tanta sorte na vida (felizmente, considero que é aqui que me situo) e outras que têm tanto azar...
Há pessoas que estão constantemente a ser "postas à prova".Porquê?!
Nestas alturas, acredito em Deus. Porque não me parece possivel tanta sorte ou azar serem coincidência. Tento perceber o objectivo de tratar de forma tão diferente os comuns mortais e não percebo. Simplesmente, não percebo...
O que me leva a admirar cada vez mais as pessoas que têm a tal "vocação para ser feliz"!
Um beijo grande e um abraço apertado para todas elas
E, como dizia o Raul Solnado "Façam o favor de ser felizes!" :-)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Se eu tivesse muito dinheiro...

... Agora dedicava-me apenas a estudar...
No momento em que me decidi a fazer um curso, apareceu logo outro que também me interessaria imenso fazer.
É a segunda vez que me acontece isto. Aparece um curso bom e outro logo a seguir. Da primeira vez deu para conciliar, porque não tinha um filho e ainda vivia em casa dos meus pais, o que significa que todo o dinheiro que ganhava era mesmo para mim.
Agora não dá, porque, para além de precisar do dinheiro não chegar para tudo, preciso de ter tempo para a família fora do meu horário de trabalho (que não posso largar porque não tenho outros rendimentos)
Nem sempre se pode ter tudo...
Vou continuar a sonhar com ume vida milionária, que me permita fazer realmente o que gosto...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Coisas de mini-seminomada II

O mini-seminomada anda com a mão muito "leve" e, embora eu e o pai lhe digamos frequentemente que não se bate em ninguém, muito menos nos pais, de vez em quando ele experimenta.
Noutro dia, a seguir ao banho, levantou-me a mão e eu zanguei-me com ele. Dei-lhe como castigo que ele iria para a cama sem história.
Só quendo o pus na cama é que ele percebeu que estava mesmo de castigo e chorou, chorou, chorou... O pai foi lá fazer de mediador e disse-lhe que ele tinha de me pedir desculpa. Quando parecia que ele estava convencido, eu entrei no quarto e o pai saiu. Ele lavado em lágrimas sentou-se ao meu colo e eu perguntei
Mãe: "Tens alguma coisa para dizer à mãe?"
Mini-seminomada: "Sim!"
Mãe: "Então diz lá"
Mini-seminomada: "Quero uma história!!!"

Ai, o esforço que eu fiz para não rir e dizer-lhe que o que ele devia era pedir desculpa.
No fim, ele pediu desculpa, fizémos as pazes, eu dei-lhe um beijinho de boa noite, mas não contei história e expliquei que era para ele perceber que no dia seguinte não podia voltar a fazer o mesmo.

Coisas de Mini-seminomada I

O pai do mini-seminomada quer fazer dele um rapaz culto e, sendo biólogo, insiste especialmente nas áreas relacionadas com a sua profissão. Foi ele quem ensinou que as lagostas eram crustáceos e ontem quis rever a matéria...
Pai: As lagostas são...
Mini-seminomada: crustaceos
Pai: E as baleias e os golfinhos são...
Mini-seminomada: Enormes!!!

Fartei-me de rir!
Adoro esta fase das crianças! Dizem as coisas de uma forma tão espontânea...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O senhor do FMI

A propósito da detenção do director do FMI, já ouvi os seguintes comentários:
- Finalmente uma noticia sobre o FMI que não envolve Portugal
- Secalhar a criada do hotel era portuguesa...
- Será que o senhor vai ficar a fazer companhia ao Renato Seabra?!

No fundo, no fundo, acho que o pessoal se está a divertir à grande com esta detenção, é o que é!

quinta-feira, 12 de maio de 2011



Em desespero de causa, eu e as minhas colegas comprámos um insecticida para combater as moscas.
Diz no rótulo que é um "atrativo sexual" e nas indicações diz "Indicado para combater moscas em de instalações rurais, estábulos, granjas de aves ou suínos e haras" (o produto é brasileiro)
Já está a resultar.
Acho que elas decidiram mesmo ir copular para os pratinhos que lhes pusémos à disposição...

Eu adoro o Verão

Adoro calor!
Adoro o céu azul e os dias luminosos até tarde!
Adoro vestir pouca roupa e não me sentir "enchouriçada" em casacos!
Adoro ver o sol pôr-se num céu rosa-arroxeado!
Adoro as gaivotas na praia ao inicio e fim de dia!
Adoro sumos naturais bebidos em esplanadas!
Adoro gelados!
Adoro comer caracóis, de preferência se puder sorver ruidosamente o molho!
Adoro ter dia para gozar depois de sair do trabalho!
Adoro que o meu filho se possa molhar sem eu pensar que ele se vai constipar!
Adoro banhos de piscina e de mar!
Adoro duches de água fresca (não totalmente gelada, mas mais fria que quente)!
Adoro as frutas de Verão, porque são muito mais variadas que as de Inverno!
Adoro saladas!
Adoro churrascos com amigos!
Adoro tudo isto e ainda mais no Verão, mas...
EU ODEIO MOSCAS!!!!!
(na realidade, o que me apetecia mesmo era escrever a última frase, mas decidi criar um post mais optimista)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Rentabilização de recursos

O autoclismo da casa de bnho do gabinete onde trabalho está avariado.
O botão não funciona, o que leva a que tenhamos de tirar a tampa para puxar o autoclismo e temos de ter atençao para que a água não fique a correr. Nada de especial.
Hoje vieram arranjá-lo. Apareceu um homem, depois outro para ajudar o primeiro e mais o motorista que os trouxe. Ao todo, três pessoas para arranjar um autoclismo.
Olharam, voltaram a olhar, experimentaram puxar o autoclismo e sairam da casa de banho com uma peça na mão. Disseram que tinham de ir verificar se a peça existe na oficina. Ou seja, não arranjaram nada...
Função Pública no seu melhor!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Estou em Paris.
Eu e o mini-seminomada viémos passar uns dias com a minha prima muito grávida, o marido e o seu primogénito, de 3 anos e meio.
Escrevo, sentada na sala, com a gata Alice ao meu colo a ronronar ruidosamente, enquanto todos os outros dormem a sesta (excepto o marido da minha prima, que está a trabalhar, coitado).
Reina o silencio na casa, apenas perturbado pelo barulho misto de obras e passarinhos a chilrear lá fora.
Esta calma será em breve novamente perturbada por outro chilrear: o dos dois priminhos que, assim que acordarem, vao voltar a correr pela casa, enchendo-a com o som das suas gargalhadas. Por isso, tenho de aproveitar (A Alice trocou o meu colo pelo sol da janela)
O computador em que estou a escrever é o Mac da minha prima, onde nao consigo fazer tiles ou acentos circunflexos, o que me obriga a tentar explorar o teclado, sem sucesso, até ao momento...
Mas voltando ao raciocinio, quando o pessoal acordar, o plano será ir ao parque ver os patos. Depois voltar para casa, tratar do jantar, comer, deitar os miudos, socializar entre adultos e depois ir para a cama. Nada mais elaborado que isto...
Gosto da casa, do ambiente, de poder estar com a minha prima emigra e de ver os nossos filhos a brincar juntos.
Estou a sentir-me bem!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Viva o futebol e o casamento real britânico!!!

Eu não sou adepta de nenhum clube, mas hoje estou contente pelas vitórias do FCP e do SLB.
Gosto do casal William e Kate, porque têm ar de gente "normal". Acho um exagero as televisões estarem todas a dar o casamento em directo, mas confesso que quando fui ao café aproveitei para dar uma espreitadela.
No entanto, aquilo que me alegra mais é que, à conta do futebol e do casamento real, hoje as notícias que se ouvem são felizes. Ainda não ouvi falar de FMI, troika ou bancarrota...
Já cá faziam falta umas futilidades para dar ânimo ao pessoal!

Hoje é Dia Internacional da Dança

'Bora lá dançar!!!








ou se preferirem algo mais calmo e romântico...

domingo, 24 de abril de 2011

Já não se fazem crianças como antigamente #1

O meu filho de 2 anos e meio disse-me há pouco que queria ir ver "lagostas e outros crustáceos"...
Ele sabe o alfabeto todo e quer que eu soletre as palavras que estão nos livros...
Noutro dia estava uma familia de pandas num livro e eu disse "Olha o panda" e ele corrigiu-me imediatamente "Não, mãe, não é o panda, são os pandas"
Anda numa fase de gostar de brincar com carrinhos e sabe o significado de muitos sinais de trânsito (qualquer dia sabe melhor o código da estrada que eu).
Quer saber o nome de todos os peixes e pergunta-me porque é que nem todas as galinhas fazem o mesmo barulho (as galinhas da India fazem um barulho estranho que ele reproduz bastante melhor que eu).
Disse à Auxiliar da sala dele do infantário, com um ar preocupado, que não sabia como fazia a zebra nem o koala (se alguém souber, que me responda, por favor!).A mim perguntou-me como fazia o cisne... Eu disse-lhe que grasnava de uma forma estranha...

Como não acho que o meu filho seja mais que os outros, acredito que isto é uma coisa geracional e que hoje em dia os putos são todos assim. Só que eu estava mais preparada para ter uma criancinha "à moda antiga" que começasse a fazer perguntas dificeis quando quisesse saber de onde vinham os bebés e que me corrigisse quando estivesse quase a chegar à adolescência...

No meio disto tudo, acho que o vou deixar usar chucha para dormir mais uns tempos e acreditar que ele ainda não sabe as cores (de vez em quando acerta, mas outras vezes baralha tudo) e que vai continuar a fazer desenhos abstratos mais tempo, para que eu continue a sentir que ainda sou mãe de um bebé. Um bebé de uma nova geração. O meu bebé!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Trabalhar numa zona rural é...

...sentir o cheiro a estrume no ar, durante a época das plantações.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Há que ver as coisas com perspectiva

O meu filho está a dormir.
Já tossiu umas quantas vezes e eu, como sempre acontece, imagino logo que ele poderá ficar com uma infecção respiratória.
Entretanto, faço uma pausa no trabalho, vou dar "um giro" pelos blogs e leio isto... O mini-seminomada esteve internado com uma pneumonia e teve efectivamente dificuldades respiratórias graves. Mas depois disso nunca mais voltou a ter. Tem tido bronquiolites, mas sem tiragem (o buraquinho na zona da garganta e/ou na zona intercostal). Nunca teve de fazer medicação "pesada".
Por isso, agora vou continuar a trabalhar e ver se me mentalizo que tanta ansiedade é totalmente desnecessária e prejudicial à minha saúde e bem estar.
Tenho dito.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

You're never fully dressed without a smile



Há que ser optimista e manter o sorriso, come what may...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

História de um dedo entalado - Pontos para tirar

Depois de ter os pontos inflamados e andar com o dedo "ao ar", várias foram as pessoas que me disseram que aquilo não tinha nada bom aspecto.
Uma colega minha comentou que a linha com que fui cosida parecia a que os pescadores usam para fazer as redes, de tão grossa que era.
Uma vez que não me tiraram os pontos no SAP, porque não fazem esse tipo de serviço nas urgências (!!!) fui a casa da minha mãe, para ela me fazer esse servicinho (antes que pensem que a minha mãe é totalmente irresponsável, informo que a senhora é médica). Na 4ª feira fui ter lá a casa com o mini-seminomada e o plano era juntarmo-nos os 3 na sala de jantar e, enquanto ele comia a sopa, eu estendia a mão e a minha mãe tirava os pontos. Simples, não vos parece?! Até porque tirar pontos não é nada que doa muito...
Pois... Só dói um bocado mais quando os pontos estão enterrados dentro da pele e a linha é muito grossa...
Ou seja, quando a minha santa mãezinha começou a tentar "desenterrar" o primeiro ponto eu dei um grito e juro que vi estrelas.
Achei que não podia estar a fazer aquele tipo de figuras à frente da criança e por isso disse à minha mãe que iria ao centro de saúde, em horário de expediente. Só que depois pus-me a pensar que, fosse como fosse, de certeza que me ia doer imenso e, assim sendo, eu preferia ter alguém ao meu lado que me apoiasse.
Enchi-me de coragem e depois do mini-seminomada acabar de jantar pu-lo a ver um filme de desenhos animados e voltei a sentar-me com a minha mãe e com um pano na boca para morder.
Bom, tenho a dizer que as dores para cortar os pontos foram tantas, que nem senti quando eles foram puxados, ou seja, realmente tirados.
Agora tenho duas cicatrizes feias, o dedo inchado e dormente e só me apetece ir ter com o médico que me tratou e dizer "Vá ##&#"&%&%", Sr Doutor!"
À minha mãe, apetece-me dar beijinhos e abraços por ter conseguido tirar-me os pontos (eu acho que não os senti a sair, porque estava cheia de dores, mas também porque a minha mãe tem mesmo jeito) e por me ter aparado as lágrimas. Ah, e porque até agora ainda não a ouvi realmente dizer mal do médico, embora perceba que ela também lhe está a rogar pragas.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Eu a querer convencê-lo a deixar o biberão

Mãe Seminomada: És um bebé ou um menino crescido?
Mini-seminomada: Sou um bebé crescido!

Nem imaginam o que o pai se riu...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mais um caso de amor proibido descoberto

Ela andava com as suas amigas pelos campos a comer erva e a balir.
Ele tomava conta... Mais dela que das outras.
Mas naquele dia o camponês descobriu que eles tinham um caso.

Ou então, como diz o meu querido pai, isto é apenas resultado do facto de os chineses comerem mais carne de cão do que de carneiro...

Melhor que entalar o dedo...

... Só ter os pontos dados nesse dedo a infectar...

Já estou a antibiótico e anti-inflamatório e ando com o dedo todo besuntado de betadine e "ao ar", que é como quem diz, sem penso.
Só não ponho aqui uma bela foto do meu dedo cor-de-laranja-betadine, com os pontos todos à mostra, porque poderá haver leitores mais impressionáveis.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Nada como uma boa desgraça para recomeçar a escrever

Já aqui referi que tenho alguma tendência para que me aconteçam coisas um pouco insólitas... Pois o meu final de tarde de ontem foi mais uma dessas situações.

Plano inicial:
Ir buscar o mini-seminomada, cortar-lhe o cabelo, dar-lhe um duche, dar um "saltinho" ao centro comercial para comprar a prenda que queria oferecer à minha irmã, seguir para casa do meu pai, jantar com ele e com a mana aniversariante, voltar para casa, pôr o mini-seminomada na caminha, trabalhar um bocado e deitar-me.

O que realmente aconteceu:
Tudo certo até à parte do centro comercial, ou melhor, até à parte em que ia sair do centro comercial... Quando me dirigi à caixa para pagar o estacionamento, a minha irmã ligou-me. O que levou a que eu pagasse, enquanto falava com ela e olhava para o mini-seminomada,para verificar se ele não ia para a estrada. Conclusão: cheguei ao carro e não tinha o ticket de estacionamento... Saí do carro e fui procurá-lo na máquina ou arredores. Encontrei-o e voltei para o carro. Quando me sentei ao volante,o mini-seminomada disse-me "Mãe,fiz xixi". O quê?!?! Ok, toca de sair do carro, tirar a criança, mudar-lhe a roupa, pôr uma manta por cima do assento da cadeira, voltar a pôr criança na cadeira, apertar-lhe o cinto (o tempo a passar e eu a pensar que só tinha 15 minutos desde o momento em que pagava até sair como carro do parque...) e fechar a porta. "AI, PORRA!!!" Olho para o dedo que tinha ficado entalado na porta e percebo logo que já não vou jantar com a minha irmã. Vou para casa, porque tenho de fazer um curativo. Acho eu. Não sei bem. Está-me a doer e estou a sangrar. Sento-me ao volante e percebo que não posso ir a conduzir e a escorrer sangue. Procuro um lenço de papel. Não encontro (percebi hoje que até tinha mais que um pacote dentro da mala). Saio novamente do carro. Tenho de pedir ajuda... Pelo menos um lenço de papel... Tenho ambas as mãos cobertas de sangue e a camisa está a ficar também suja. O sangue vai pingando o chão do parque de estacionamento. Encontro uma senhora estrangeira que olha para mim com um ar aterrorizado e me diz para ir ter com o segurança. Encontro outra senhora que me pergunta "Está sozinha com o bebé? Deixe estar que eu ajudo-a." (Os anjos existem!)
Esta senhora, cujo nome desconheço e acho que ela também não sabe o meu, estava à espera de um amigo enfermeiro. Fixe, pensei eu. Só que o amigo não aparecia. Decidi ligar ao meu marido e dizer-lhe que afinal não ia jantar a casa do meu pai. Durante a conversa, explicava-lhe o que se estava a passar e, a certa altura, comecei a "apagar"... Olhei para a senhora, que tinha ido procurar o amigo, para lhe fazer um sinal de que não estava bem. Ela não me via. As portas do carro estavam abertas e o mini-seminomada estava ao volante.
Entretanto comecei a sentir-me melhor e a senhora voltou.
Acabou por me levar à sala de supervisão, que eu nem sabia que existia, onde estavam alguns seguranças do parque de estacionamento. Outra coisa que eu também não sabia era que havia sempre um socorrista de serviço. Fui vista por ele e informada que provavelmente teria de levar pontos... (Oh não! Levar pontos significa estar horas na sala de espera de um hospital.)
Enquanto isto se passava, o mini-seminomada jogava à bola no chão da sala, feliz e contente (menos mal)
Entretanto, o meu querido marido chegou e disse que achava que eu devia ir ao Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde, porque seria atendida mais rapidamente. Foi isso que fizémos. Ele deixou-me no Centro de Saúde e foi para casa dar jantar à criancinha.
Passados 30 ou 40 minutos, estava a sair, já suturada em ambos os lados do dedo e anestesiada, ou seja, com o problema resolvido e sem dores.
Cheguei a casa e completei o meu plano do dia, deitando o mini-seminomada, com uma história e um grande elogio sobre a forma como ele se portou durante todo o tempo em que estivémos no parque de estacionamento.

Conclusões/ consequências:
Não fui jantar com a minha irmã e ontem as dores começaram a aparecer.
Consigo conduzir, mas faço alguma ginástica para ligar e desligar o carro, porque não consigo virar a chave com a mão direita, nem meter a marcha atrás, nem puxar o travão de mão... Tenho de fazer tudo isso com a mão esquerda.
Fiquei ontem a saber que quando acontece alguma coisa que nos atrasa e implica que possamos não conseguir sair do parque de estacionamento no espaço de 15 minutos, basta ir à máquina de pagamento, carregar no botão para falar com a central e explicar a situação. Para além disso, mesmo que não expliquemos ou que não aceitem a nossa explicação, a única consequência é termos de pagar o equivalente a mais uma fracção de 15 minutos (não nos perseguem para o resto da vida, nem vamos presos, nem... o que quer que fosse que na minha cabeça demente pudesse acontecer).
Vou ficar com mais duas cicatrizes e talvez possa um dia dizer que mordida por um dragão (porque se tivesse sido mordida por um cão ou um gato não poderia ter sido cosida. Informação dada pelo médico enquanto me suturava)