Desde que me conheço que sempre tive uma vertente de protectora do ambiente e principalmente dos animais.
Não sou vegetariana (muito menos vegan), nem participo em manifestações das Associações de Protecção de Animais, mas custa-me matar animais, mesmo que seja uma formiga (tenho um enorme respeito por elas e pela sua organização, basta olhar para a história da "Cigarra e da Formiga") ou uma melga (sou normalmente um alvo demasiado fácil para elas...). De certeza que haverá muita gente a achar que é uma contradição eu dizer que não mato animais e depois comer carne. Mas a questão é que eu não os mato por prazer e só consigo comer carne vinda do talho (how stupid is that?!?!). Por exemplo, houve uma altura que eu tinha galinhas e coelhos, que nasciam, cresciam e iam parar inevitavelmente à arca frigorifica e depois ao prato. Nessa altura, se eu não tivesse 10 anos e conseguisse impor as minhas convicções a nível alimentar ter-me-ia tornado vegetariana, porque de cada vez que o jantar era um bichinho vindo da capoeira/ coelheira eu fazia uma choradeira enorme.
Todos os animais eram queridos e amistosos. Eu apanhava-os quando estavam a incomodar alguém e normalmente fazia intenção de os adoptar.
Lembro-me de uma vez que apareci ao pé da minha mãe com um balde de praia, que tinha lá dentro o meu novo amiguinho, um rato de esgoto. A minha mãe teve um ataque de histeria e inumerou umas quantas doenças a que eu estaria sujeita se levasse a minha avante. Não me lembro quem se desfez do bichinho, mas eu tive muita pena que não me tivessem deixado ficar com ele...
Outro exemplo é a história do dia em que o meu pai me ofereceu um colete feito de pele de carneiro. Eu tinha 4 anos e lembro-me de ter os adultos à minha volta a explicarem que aquilo era o pelo do cordeirinho, como se isso fosse a coisa mais encantadora do mundo. Ao fim de um bocado de os ouvir, reagi perguntando na minha voz invulgarmente grave para a idade: "Quem matou o carneirinho???"
Ora, tudo isto surge para justificar que eu ponha aqui um vídeo de uma música muito foleirinha, com uma letra muito melodramática, que eu encontrei no youtube um bocado por acaso, e que (confesso) eu adorava quando tinha cerca de 11 anos (foi quando a descobri). Era este o meu espírito na fase de final de infância/ inicio de adolescência... (aos 12 anos a minha camisola favorita dizia "Salve as Focas")
Actualmente, já não quero trazer para casa todos os bichinhos que encontro, mas continuo a gostar de observar animais e tenho o sonho de um dia conseguir que as pessoas acreditem que os animais têm efectivamente sentimentos, tão válidos como os dos humanos...
2 comentários:
Eu, ecólogo. Os "sentimentos" dos animais são tão válidos como os dos humanos. Melhor dizendo, os direitos dos animais são tão válidos como os dos humanos. Se um dia conseguires provar essa tua teoria dos sentimentos, cá estarei para dar o braço a torcer. Até lá, tenho que respeitar os direitos e esquecer eventuais sentimentos senão não conseguiria trabalhar...
Pois.... Mas foste casar com um gajo cuja ocupação principal é andar a cortar dedos de musaranhos nas ribeiras geladas da europa de Leste! Foi Nosso Senhor que te castigou por teres usado um casaco de pele de carneiro aos 4 anos...
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