Hoje ao final da tarde ia com o mini-seminómada no carro, a fazer um percurso habitual e, numa determinada rua de dois sentidos onde, embora fosse proibido, os carros sempre estacionaram (às vezes eram rebocados, mas isso é pormenor), dificultando a passagem de dois carros em sentidos opostos, reparei que agora já era permitido estacionar.
Pensei que teria sido uma estratégia da CML e da EMEL para ganharem mais uns trocos e pensei que, de facto, era preciso o desespero ser grande para deixarem as pessoas estacionar ali, porque agora é que a confusão se ia instaurar mesmo.
Estava eu nestes meus pensamentos, quando vi um Sr. Agente da Autoridade a fazer-me sinal para encostar. Pensamento imediato "Oh não!!! Já percebi! A rua agora é de sentido único e eu estou em contramão... Grande m******!!!"
O senhor pediu-me os documentos da viatura e confirmou as minhas suspeitas, acrescentando que eu tinha infringido três sinais de trânsito e que eu devia conduzir com base no código da estrada e não no que estava habituada a fazer.
Eu lá fui dizendo que o senhor tinha toda a razão, enquanto pensava "pronto, chegou o dia, desta vez não me livro da multa". Ainda acrescentei "Veja lá que eu até vinha a reparar que agora era permitido estacionar e pensei que isso ia dar uma grande confusão... Foi mesmo falta de raciocínio...", ao que ele me respondeu com um sorriso "Pois, por isso mesmo é que foi feita esta alteração."
Bom, não sei bem explicar se foi porque eu admiti que o senhor agente tinha razão, se foi porque os documentos estavam todos em ordem, ou se foi pura e simplesmente pelos meus lindos olhos (que é como quem diz que ele percebeu que eu era mesmo "cabeça no ar"), o que é certo é que depois de muita conversa, o Senhor Agente disse-me que para não me altuar (é assim que se escreve?) o melhor era eu fazer inversão de marcha e fazer o caminho da forma correcta (com direito a indicações sobre o melhor caminho e tudo). E ainda me ajudou a fazer a manobra...
Já se passaram umas horas e eu continuo sem perceber como é que, mais uma vez (sim, já me tinha acontecido uma situação parecida) eu escapei à multa...
Sou uma despistada com sorte, é o que é :-)
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Há fases da vida melhores que outras.
Não há mal que sempre dure.
Uma desgraça nunca vem só.
Depois da tempestade, há de vir a bonança.
Quero escrever. Preciso de escrever. Mas as palavras não saem naturalmente...
Tento desemaranhar os nós mentais, mas só me saem frases feitas...
Não consigo falar e pensei que talvez a escrita me ajudasse. Mas não estou a conseguir...
Queria sentar-me no teu colo e procurar o consolo que sempre me deste. Gostava de ouvir as tuas palavras sábias, mesmo sabendo que só mais tarde perceberia o seu significado. Abraçar-te e sentir o teu cheiro.
Mas agora não pode ser. Agora tu precisas de mim. Agora eu tenho de ser forte.
Só me consigo lembrar das palavras do Pedro quando eu me sentia deseperada, com um bebé acabado de nascer e dizia que me sentia no limite das minhas forças: "Vais perceber agora que o teu limite é muito maior do que tu imaginavas"
Sei que não posso desisitir de nada neste momento... Talvez me apeteça apenas carregar no "pause" e deixar tudo como está, ir dar uma volta, espairecer e depois regressar com um olhar mais fresco. Tal e qual como se faz com aquele texto que não se está a conseguir escrever por falta de inspiração...
É isso, talvez eu esteja apenas com falta de inspiração para viver a minha vida.
Melhores dias virão, já se sabe.
Mas enquanto vêm e não vêm, vou tentar concentrar-me nesta oração:
"Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para distinguir uma coisa da outra."
São Francisco de Assis
Não há mal que sempre dure.
Uma desgraça nunca vem só.
Depois da tempestade, há de vir a bonança.
Quero escrever. Preciso de escrever. Mas as palavras não saem naturalmente...
Tento desemaranhar os nós mentais, mas só me saem frases feitas...
Não consigo falar e pensei que talvez a escrita me ajudasse. Mas não estou a conseguir...
Queria sentar-me no teu colo e procurar o consolo que sempre me deste. Gostava de ouvir as tuas palavras sábias, mesmo sabendo que só mais tarde perceberia o seu significado. Abraçar-te e sentir o teu cheiro.
Mas agora não pode ser. Agora tu precisas de mim. Agora eu tenho de ser forte.
Só me consigo lembrar das palavras do Pedro quando eu me sentia deseperada, com um bebé acabado de nascer e dizia que me sentia no limite das minhas forças: "Vais perceber agora que o teu limite é muito maior do que tu imaginavas"
Sei que não posso desisitir de nada neste momento... Talvez me apeteça apenas carregar no "pause" e deixar tudo como está, ir dar uma volta, espairecer e depois regressar com um olhar mais fresco. Tal e qual como se faz com aquele texto que não se está a conseguir escrever por falta de inspiração...
É isso, talvez eu esteja apenas com falta de inspiração para viver a minha vida.
Melhores dias virão, já se sabe.
Mas enquanto vêm e não vêm, vou tentar concentrar-me nesta oração:
"Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para distinguir uma coisa da outra."
São Francisco de Assis
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