Não costumo pronunciar-me publicamente sobre questões políticas. Mas neste momento considero necessário fazer uma reflexão sobre o que se passa, para ver se eu própria começo a perceber melhor a realidade que nos rodeia.
A história do Cristianismo e a do Islamismo são ambas longas.
As regras segundo as quais funcionam os muçulmanos, principalmente os mais extremistas, já são criticadas há muito tempo por cristãos. Houve algumas tentativas de abolir algumas dessas regras, nomeadamente as que envolviam crianças (ex: meninas de 7/8 anos que casam com homens de 40 e tal), mas parece-me que nunca se pretendeu que as pessoas deixassem de ter as suas crenças e viver segundo a sua religião.
Agora surge um grupo dentro do Islamismo, que se organizou em Estado, com Governo constituído e ideias bem definidas. A mais forte: Reconquistar o Califado.
O califado consiste na escolha de um líder (califa), que é visto como sucessor do Profeta Maomé e o líder máximo dos crentes Sunitas.
Este é o mapa do plano para o Califado do século XXI, que o Estado Islâmico pretende alcançar até 2019/ 2020... A ideia é ir de
Lisboa até ao Paquistão...Assustador?!
Fonte: O Observador - 12.08.2014
Estratégia para esta conquista (segundo o que parece): Semear o medo e tornar os habitantes dos territórios submissos à lei islâmica ou então, exterminar toda a gente não se converta e pronto.
No dia 13 de novembro houve um atentado em Paris. Morreram 129 pessoas e muitas outras ficaram feridas. Foi semeado o terror!
François Hollande optou por retaliar, bombardeando a Síria (país que já foi invadido pelo Estado Islâmico e que está a mandar os seus refugiados para a Europa). Para além disso, deu a entender que esperava que os restantes países europeus o apoiassem nesta luta.
Ou seja, está preparado o terreno para uma guerra mundial, supostamente sustentada em motivos religiosos.
Poder-se-ia pensar que, se a Europa se juntasse, esta seria uma guerra fácil de ganhar, mas eu não acredito nisso. Não acredito, porque eles começam a treinar as suas crianças desde cedo para serem guerreiros. Eles vivem para a guerra! Eles formam os seus jovens para serem mártires e se sujeitarem a missões suicidas. A devoção ao Profeta tem de ser superior ao amor à vida! Os cristãos não são assim. São uma minoria praticamente inexistente aqueles que poderão dizer que o seu amor a Deus supera o seu amor à vida. Para além disso, não me parece que tenhamos (sim, tenhamos, porque não duvidem que se houver guerra, desta vez Portugal entra) exércitos preparados para lutar contra os deles. A ver vamos...
O que eu gostaria mesmo era de dizer que isto se resolvia a bem, sem guerra, com negociações entre os países. Gostaria até de estar a criticar Hollande por ter retaliado. Mas neste contexto, não me parece que se resolva a situação de outra forma... Ou vamos à guerra, ou esperamos para ver se há invasão... E quando houver invasão, o que fazemos? Vamos à guerra?
Uma última nota: Serei só eu a reparar que a França não consta no mapa do Califado? Serei só eu pensar que se foi assim num país que não pretendem invadir, como será nos que pretendem que lhes pertençam?
Como diz uma pessoa de quem gosto muito, que vive em Paris, não vale a pena entrarmos em pânico, porque isto é como se fosse um meteorito (ou uma chuva deles): não sabemos onde vai cair, quando vai cair ou que estragos fará...
Para terminar, resta-me dizer "Be kind to each others", não se inibam de dizer a quem gostam que gostam, não se inibam de abraçar, sorriam muito, confiem, acreditem, VIVAM, e "façam o favor de ser felizes!"