sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Quem me manda a mim casar com um biólogo?

Em minha casa, temos por hábito partilhar o melhor e o pior do dia de cada um.
Permite-nos refletir e saber mais sobre o dia uns dos outros. Funciona bem.
Ontem o meu dignissimo marido partilhou que o melhor do seu dia tinha sido assistir a uma apresentação sobre... Pénis de caracóis!!!
O resto do jantar foi preenchido com ele a descrever que existem 5 tipos de pilinhas de caracóis e como é que o investigador tinha feito para conseguir ver as pilinhas aos caracóis (sabiam que existem caracóis que têm dois pénis? A esses, o investigador chamou virilissimus!)
. E, pelo meio, ia reforçando "Foi mesmo interessante!"
Enquanto ele descrevia pormenorizadamente a anatomia genital dos caracóis, o filho mais velho fartava-se de rir e eu assistia, sem saber se havia de rir ou fugir, e admirava a felicidade com que aquele homem  falava de algo tão inusitado.
A satisfação com que o homem que amo e com quem casei fala do seu trabalho é contagiante e vale tudo.

Até mesmo passar uma refeição a ouvir falar de pilinhas de caracóis!



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

As crianças a viver as crises


Há uns dois ou três anos, numa sessão de um projeto com crianças do 1º ciclo, do qual eu fazia parte, a senhora que estava a falar com a turma perguntou a profissão dos pais  e houve um menino que começou a chorar silenciosamente.

O pai dele estava desempregado. Andava à procura, mas não recebia respostas. Em desespero, estava a preparar a sua partida para o estrangeiro, em busca de uma situação melhor.

O filho, uma criança de 7 anos, chorava e dizia "Eu vou ficar sem o meu pai!". E perante tanta tristeza, eu e os outros adultos que o acompanhavam, ficámos com os olhos marejados de lágrimas. Pela nossa impotência para ajudar aquela criança e todas as outras que nos últimos anos têm passado por isso.

Ontem o meu filho chegou a casa a falar do terrorismo na Europa e dos atentados em Bruxelas. Percebi-lhe alguma insegurança e confusão relativamente ao assunto. Mas fiquei com um aperto no peito quando ele me disse "O C. tem medo que matem o pai dele... O pai dele está a trabalhar em Bruxelas e o C. tem medo que o matem!"

Estes são exemplos de crianças que vivem de forma direta situações dificeis, de que nós ouvimos falar...

O único pensamento que me ocorre é: Como era bom podermos dizer a estas e a todas as crianças que vai ficar tudo bem e que podem viver a sua infância de forma descontraída, sem medo de perderem aqueles que mais amam!...

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Guerra Santa?

Não costumo pronunciar-me publicamente sobre questões políticas. Mas neste momento considero necessário fazer uma reflexão sobre o que se passa, para ver se eu própria começo a perceber melhor a realidade que nos rodeia.

A história do Cristianismo e a do Islamismo são ambas longas.

As regras segundo as quais funcionam os muçulmanos, principalmente os mais extremistas, já são criticadas há muito tempo por cristãos. Houve algumas tentativas de abolir algumas dessas regras, nomeadamente as que envolviam crianças (ex: meninas de 7/8 anos que casam com homens de 40 e tal), mas parece-me que nunca se pretendeu que as pessoas deixassem de ter as suas crenças e viver segundo a sua religião.

Agora surge um grupo dentro do Islamismo, que se organizou em Estado, com Governo constituído e ideias bem definidas. A mais forte: Reconquistar o Califado.

O califado consiste na escolha de um líder (califa), que é visto como sucessor do Profeta Maomé e o líder máximo dos crentes Sunitas.

Este é o mapa do plano para o Califado do século XXI, que o Estado Islâmico pretende alcançar até 2019/ 2020...  A ideia é ir de Lisboa até ao Paquistão...Assustador?!

Fonte: O Observador - 12.08.2014

Estratégia para esta conquista (segundo o que parece): Semear o medo e tornar os habitantes dos territórios submissos à lei islâmica  ou então, exterminar toda a gente não se converta e pronto.

No dia 13 de novembro houve um atentado em Paris. Morreram 129 pessoas e muitas outras ficaram feridas. Foi semeado o terror!

François Hollande optou por retaliar, bombardeando a Síria (país que já foi invadido pelo Estado Islâmico e que está a mandar os seus refugiados para a Europa). Para além disso, deu a entender que esperava que os restantes países europeus o apoiassem nesta luta. 

Ou seja, está preparado o terreno para uma guerra mundial, supostamente sustentada em motivos religiosos.

Poder-se-ia pensar que, se a Europa se juntasse, esta seria uma guerra fácil de ganhar, mas eu não acredito nisso. Não acredito, porque eles começam a treinar as suas crianças desde cedo para serem guerreiros. Eles vivem para a guerra! Eles formam os seus jovens para serem mártires e se sujeitarem a missões suicidas. A devoção ao Profeta tem de ser superior ao amor à vida! Os cristãos não são assim. São uma minoria praticamente inexistente aqueles que poderão dizer que o seu amor a Deus supera o seu amor à vida. Para além disso, não me parece que tenhamos (sim, tenhamos, porque não duvidem que se houver guerra, desta vez Portugal entra) exércitos preparados para lutar contra os deles. A ver vamos...

O que eu gostaria mesmo era de dizer que isto se resolvia a bem, sem guerra, com negociações entre os países. Gostaria até de estar a criticar Hollande por ter retaliado. Mas neste contexto, não me parece que se resolva a situação de outra forma... Ou vamos à guerra, ou esperamos para ver se há invasão... E quando houver invasão, o que fazemos? Vamos à guerra?

Uma última nota: Serei só eu a reparar que a França não consta no mapa do Califado? Serei só eu pensar que se foi assim num país que não pretendem invadir, como será nos que pretendem que lhes pertençam?

Como diz uma pessoa de quem gosto muito, que vive em Paris, não vale a pena entrarmos em pânico, porque isto é como se fosse um meteorito (ou uma chuva deles): não sabemos onde vai cair, quando vai cair ou que estragos fará...

Para terminar, resta-me dizer "Be kind to each others", não se inibam de dizer a quem gostam que gostam, não se inibam de abraçar, sorriam muito, confiem, acreditem, VIVAM, e "façam o favor de ser felizes!"





quinta-feira, 12 de novembro de 2015

J - O que quer dizer gay?
Mãe - É um menino que prefere namorar com outros meninos em vez de namorar com meninas ou uma menina que prefere namorar com meninas.
J - A sério?! Que fixe!!!

Mê rico menino, qué o orgulho da sua mãe!!!! :-D

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Um acidente e bons profissionais

Ontem, quando fui buscar o meu filho mais velho à escola, ele disse-me que tinha lascado um dente a brincar à apanhada. Chocou contra outro menino, bateram não sei bem como e o dente dele partiu uma pontinha. Acidentes que acontecem!

Perguntei-lhe se lhe doía, verifiquei se abanava, confirmei se estaria a ficar mais escuro que o outro. A tudo a resposta foi negativa.

Ainda assim, liguei para a dentista e ela pediu que eu lhe enviasse uma foto do dente, para ela avaliar e, em resposta ao envio, disse que queria fazer um Rx, para ter a certeza e que, até lá, queria que ele só comesse comida mole.

Como não tinha verificado a ementa da escola, achei que o mais simples era mandar almoço de casa (há sempre comida de dieta, mas imaginei que, relativamente à comida mole, não pudessem fazer muito mais do que passar-lhe a sopa e uma sopa não seria o suficiente para o almoço dele). Mandei uma canja, uma gelatina e uma banana.

Há pouco liguei para a escola, a pedir que pusessem a canja no frigorífico. Falei com a Coordenadora e ela disse-me que já estavam a fazer um almoço especial para o J. e que, nestas situações bastava avisar de manhã que a criança naquele dia tinha uma necessidade especial, que a escola trataria do assunto.

O tom de voz com que o disse acalmou-me e fez-me ter uma segurança incrivel na escola. Depois de desligar, só me apeteceu ligar outra vez, para lhe agradecer.

Que bom sentir que o meu filho está bem entregue!

(agora só falta que a dentista confirme que não é mesmo nada de grave)


                 (A foto que mandei à dentista. Sim, ele tem uns dentões bem grandes e sim, ele vai precisar de usar aparelho.)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Lost in translation

Há dois dias, o meu filho mais velho saiu da aula de inglês todo contente, a contar que tinham estado a falar sobre o halloween e que ele até tinha aprendido como se dizia abóbora em inglês. Fiquei contente por ele e expliquei-lhe que os ingleses também utilizam a palavra "pumpkin" como forma carinhosa de tratar alguém, principalmente crianças.

Falámos de como seria estranho eu chamar-lhe abobrinha e eu continuei com os exemplos, referindo as "couvinhas" dos franceses (petit-chou). Rimo-nos um bocado!

Agora soube que a atriz Zooey Deschanel decidiu chamar Elsie Otter à filha, referindo que era mesmo Otter (lontra) como o animal... Das duas, uma, ou a mãe quer destruir a auto-estima da filha, antes mesmo da rapariga ter tempo de a construir, ou chamar "lontra" a alguém nos Estados Unidos tem um significado bastante diferente daquele que tem em Portugal...

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Palavras para memória futura

O P., neste momento com 2 anos e 1 mês, é um bocado trapalhão a falar.
Diz algumas palavras (ou adaptações de palavras) que têm graça, mas das que mais gosto são as junções que ele faz das personagens do agregado familiar

Pai-uão - Pai + João (o irmão)
Pá-mãe - Pai + mãe

Não há mãe-uão, porque ele é um menino da mamã e prefere que o pai seja para o irmão e a mãe para ele (a verdade é que na divisão de tarefas lá em casa, muitas vezes isso acontece).